Mundo ficciónIniciar sesiónSerá postado semanalmente. Todo mundo teve um alguém que te deixou marcas sejam elas boas ou ruins. Não foi diferente com Beatriz, depois de colocar um ponto final na história de amor que ela tanto quis que acontecesse, começou a se fechar para novas paixões, ela só não contava que o amor pra sua vida estava em um lugar tão próximo dela. O livro é +18, podendo ter cenas de sexo, drogas e bebidas.
Leer másDurante muito tempo eu não sabia o que era me sentir assim, tão triste e desorganizada.
Por meses eu fui feliz, eu me mantive feliz. Até que naquele dia eu soube que deixei alguém ter as rédeas da minha felicidade e esse foi o meu maior erro. Quando eu descobri a traição, não uma mais uma das várias que eu iria descobrir naquela época, foi como dar uma porrada na ponta de uma faca. Eu senti uma parte morrer dentro de mim e mesmo assim por um instante eu pensei em perdoar, por um momento eu achei que ele iria mudar. Meu coração gritava por isso, só que eu sabia que iria ser errado comigo, não era justo perdoar alguém que traiu minha confiança várias vezes. Foi extremamente difícil se reerguer, eu me mantive sozinha até todo o sentimento que eu tinha por ele amenizar e por fim desaparecer. Pela primeira vez eu tive a coragem de me enfrentar sem ter que colocar alguém como escudo. Agora eu posso dizer que estou curada de todas as feridas que eu tinha do meu antigo relacionamento, e com isso eu me tornei uma pessoa diferente. Não digo que não quero conhecer o amor novamente, mas eu não estou priorizando isso agora. Depois do término a primeira pessoa que eu fiquei está se mantendo especial dentro de mim, não amo ele, muito menos estou apaixonada. Só que o sexo me conectou a ele, eu falo que devo me afastar e colocar um ponto final mas sempre tem um ímã que me puxa pra perto dele. Todos os erros cometidos por ele são simplesmente apagados por algumas horas de sexo e conversa. Eu sei que é errado, só que eu estou levando como algo casual. Saio com outros caras, apesar de não gostar de nenhum no momento da transa e isso chega ser agoniante. As vezes imagino até que é o Andrew ali comigo, só para ter algum momento de prazer com ele. Mesmo que seja só pra mim. Eu nem repito uma segunda vez com a mesma pessoa, eu odeio ter uma conexão sexual com alguém, parece que ela me tem nas mãos e de fato tem. — Beatriz? - minha professora de ballet me chama. — Olha o que você está fazendo, está errando os passos todos. - Gisele é uma das melhores professoras de ballet da cidade, ela é alta, magra, negra e de traços bem marcante, seus cabelos são cacheados e seus lábios tão carnudos que as outras mulheres dariam tudo para ter. — Desculpa, eu estava pensando em outra coisa. - falei olhando para Jackson que é meu parceiro, ele revirou os olhos. Jackson e eu já ficamos uma vez, o sexo foi bom mas ele achou que eu iria ficar implorando por mais. Ele é o tipo que coloca fotos de outras ficantes no status pra mostrar que não precisa de mais uma, e de fato eu não sou mais uma. Ele é moreno e tem um físico magro mas seus músculos são marcados e deleneados e seu sorriso é de cretino que não vale nada. —Repasse mais uma vez e descanse. - Gisele disse tocando a música novamente. Fizemos novamente a dança, eu já estava exausta, tinha quase duas horas que eu comecei a ensaiar sem intervalos. Quando parei meus pés estavam latejando. Os outros alunos já tinham saído enquanto eu estava tirando a sapatilha. Jackson e eu fomos dispensados depois por culpa do meu desleixo. — Vê se da próxima vez presta atenção. - ele reclamou com sua voz grave. — Foi mal. - falei guardando meus pertences na bolsa. — relaxa.- ele revirou os olhos — Todo mundo tem seu dia de erro. — Ainda bem que você sabe.- dei um tapinha nas costas dele antes de sair da sala e ele veio logo atrás. — Te levo em casa. - ele fala ao me alcançar. — Claro que vai. - dei um sorriso forçado. Eu não entendo de motos mas a dele é bem bonito na cor preta. Ele me deu o capacete e eu coloquei quando eu subi ele deu a partida. Não demorou muito pra chegarmos em frente a minha casa. Quando eu desci e entreguei o capacete ele perguntou— Vai fazer alguma coisa hoje? - olhei com caras de poucos amigos e respondi — Sempre faço, é minha folga. — Quer ir lá pra casa hoje? - ele ignorou basicamente o que eu tinha falado. — Pede pra alguma ficante sua. - falei e fui entrando em casa. Eu ouvi sua risada e depois o barulho da moto ligando. Não iria sair hoje mas também não vou dar o gosto dele achar que pode me chamar na hora que quiser e eu iria. Não é assim que funciona comigo, não mesmo. Depois que eu tomei um banho e fiz uma massagem nos pés, pedi um lanche. Mora eu e minha avó mas hoje ela está na casa do namorado. Dona Cida gosta do amor com liberdade, ela fala que se o homem e a mulher morar na mesma casa o amor perde a graça. De certa maneira é verdade, mas o amor é tão lindo quando se é verdadeiro, quando não tem que sofrer antes para conseguir.Os dias se passaram e a rotina estava me matando. Era ballet e trabalho, não sai para lugar algum, estou focada na minha apresentação. Cheguei em casa tem meia hora e Samy esta aqui me perturbando pra sair com ela. Nunca conheci uma pessoa tão insistente quanto ela. — Eu já disse que preciso descansar, a apresentação é daqui a dois dias, não posso me dar o luxo de falhar. - falei colocando um pouco de comida para mim. Vovó fez quiabo com frango e eu simplesmente amo demais. — Você vai se sair bem, vamos... Eu não quero ir sozinha. -Ela falou com aqueles olhos pidão.Ela quer ir em uma festa, eu estou com zero vontade de ir. — Dessa vez eu não vou. - fui firme em minha resposta. — Então eu também nao irei. Ela sentou na cadeira e eu ja estava quase terminando o jantar. — Vamos assistir um filme ou uma série? - Ela deu a sugestão. — Diários de um vampiro! - Minha série consolo, estou sempre assistindo, desde que eu tinha 15 anos. — Pode ser. - Ela também gosta. — Como anda as co
Toda vez que paro para pensar na vida me faço perguntas que sozinha não posso responder. Na medida que vamos crescendo e tendo as desilusões que certas situações nos proporcionam temos a escolha de ficar se lamentando pelo passado ou aprender com ele; as vezes não é fácil aprendermos uma lição, tem situação que tentamos bater na mesma tecla até ela por si só parar de funcionar, e só assim a deixamos de lado.O meu erro foi tentar salvar o que não quer ser salvo.Uma vez conversando com minha avó ela disse para mim: Você quer salvar todos que estão quebrados, mas quem é que vai te salvar quando eles te machucarem?Isso ficou martelando na minha cabeça por muito tempo, mas cá estou eu machucada e sem ninguém para me salvar.Eu sempre junto forças pra sair de uma situação que não me convém mais, é difícil? Muito. Só que temos que seguir e nos priorizar.—Bia? - Minha avó me desperta dos meus pensamentos. Estamos na casa de dona Elizângela, quando os convidados do almoço foram embora el
Já tínhamos chegado a uma hora, nenhum sinal de Henrique. Dona Elizângela veio falar conosco assim que chegamos, o almoço iria ocorrer perto da piscina, tinha algumas pessoas com trajes de banho, outras vestidas com trajes casuais.O sítio era enorme, Samara e eu andamos perto do lago e ficamos assistindo os patinhos nadarem, de vez em quando alguns peixes pulavam para fora da água e retornavam logo em seguida.A brisa fresca batendo no nosso corpo era relaxante, o som dos pássaros cantando e os ruídos das árvores eram agradáveis de se ouvir. Da ressaca só restou a lentidão e a sede, eu nunca mais bebo do jeito que bebi ontem.— Aqui é maravilhoso. - Samara disse sentando em um banquinho que tinha em frente ao lago e eu fiz o mesmo.— Já é a segunda vez que venho aqui e sempre fico impressionada com a beleza do lugar. - falo olhando para o lago.— Quero morar em um lugar assim. - Samara fala — Meu objetivo de vida agora.Dou uma risadinha — Você e seus objetivos de vida...Meu celula
Quando acordamos estávamos com uma ressaca forte, eu não conseguia abrir os olhos direito, a claridade me incomodava. —Quem acendeu a luz? - ouvi Samara reclamar e logo depois senti ela se levantar com uma pressa e quando ela abriu a porta do banheiro correndo eu sabia o que ela iria fazer. Ela ficou quase meia hora vomitando e depois que tudo ficou em silêncio eu ouvi a água do chuveiro caindo. — Nunca mais eu bebo. - Era sempre a mesma frase depois de um porre. — Eu estou com uma dor de cabeça. - me levantei indo a direção ao guarda roupa. Peguei um analgésico na caixinha de remédio e sai do quarto indo pra cozinha. Minha avó estava passando café e pelo jeito estava forte — Bom dia, dorminhoca.- Alegremente ela abriu o sorriso. — Bom dia... - minha voz saiu arrastada e por conta do ressecamento na garganta. Peguei um copo com água bem gelada e tomei o remédio. De imediato me deu enjoo. — Nunca mais bebo. - repito a frase de Samara. Minha avó dar uma risada que meus tímpanos par
Samara veio atrás de mim e me ajudou a ficar calma, era difícil, muito difícil. Eu estava frente a frente com o Andrew depois de muito tempo sem vê-lo. Eu tinha tantas perguntas mas o que o Henrique falou me deixou sem estruturas. — Você não pode deixar isso te afetar, não na frente dele. - Samara disse arrumando o meu cabelo. — Olha você, gostosa pra caralho, ele não te merece. - ela estava séria. — Ele nem é tão bonito e interessante, você já teve melhores e pode ter um melhor do que ele. Uma pessoa que te trate bem, e não uma pessoa que te procura quando não tem outro brinquedo. - ela deu uma pausa significativa e retornou a falar — Tem que se lembrar que você é maior do que esse sentimento, é difícil? É. Mas você merece mais. E foi assim que eu levei mais do que um tapa na cara, ela me deu uma voadora. Depois de eu está calma voltamos pra mesa, Andrew e Henrique estava conversando algo que deixou muito o Henrique animado. — Vocês demoraram pedi outra rodada. - Henrique fa
Estava sentada numa mesa do bar esperando a Samara chegar, ela definitivamente atrasa em tudo. Está trinta minutos atrasada, eu já pedi uma marguerita pra ir esquentando. Samara é uma pessoa calma apesar de ser um pouco carrancuda. Ela é uma mulher maravilhosa e empoderada. O charme dela são seus cabelos e suas coxas bem torneadas, ela não é tão alta e tem curvas avantajadas, tem algumas tatuagens e piercing pelo corpo, seus olhos são castanhos em um tom claro, sua boca é bem desenhada e rosa dando um contraste perfeito com sua pele branca e cabelo ruivo acobreado. Por onde ela passa chama atenção de qualquer pessoa, ela tem uma presença forte. Se passou mais alguns minutos e por fim ela chegou, reclamando por causa do trânsito. —Por que não me esperou? - ela perguntou se sentando. —Eu estava com cede. - dei de ombros. — Deveria ter esperado. - ela chamou o garçom e ele veio, ela pediu uma caipirinha, não demorou nem dez minutos e ele trouxe. —Fiquei surpresa com o convit
Último capítulo