O som das vozes veio antes da luz.
Suaves, antigas, como se o tempo sussurrasse orações de uma língua esquecida.
Rose abriu os olhos — se é que tinha olhos — e viu o que parecia um salão sem fim.
Não havia teto, nem paredes, mas o espaço era preenchido por claridade dourada, quente e calma, que parecia respirar junto com ela.
Do chão de névoa brotavam fileiras de luzes, como velas flutuantes.
Cada uma queimava devagar, pulsando no mesmo ritmo do coração dela — um coração que ainda insistia, mes