O sol já se despedia quando o telefone de Rose vibrou sobre a mesa da sala.
Ela estava sentada ao piano da mansão, os dedos passeando distraídos pelas teclas — não tocava nada em especial, apenas deixava o som preencher o silêncio que Pedro deixara ao sair para o escritório.
Era um daqueles fins de tarde tranquilos demais para o mundo ser confiável.
O nome que piscava na tela fez seu coração acelerar: Delegado Henrique.
Rose atendeu de imediato, a voz firme, mas o instinto já em alerta.
— Henri