A noite descia devagar sobre São Paulo.
Do alto da sacada, Rose observava o horizonte se apagar, as luzes da cidade piscando feito um exército de olhos vigilantes.
O ar estava pesado, úmido, e o silêncio da mansão tinha um gosto que ela conhecia bem — o de presságio.
Lá embaixo, Pedro falava ao telefone com o pai, andando de um lado para o outro pelo jardim.
Mesmo de longe, Rose via o maxilar tenso, a mão passando pelos cabelos, o esforço dele para manter o tom calmo.
“Homens de poder não podem