​Uma Noite com o CEO: Grávida de Quádruplos

​Uma Noite com o CEO: Grávida de QuádruplosPT

Romance
Última atualização: 2026-01-26
DaysyEscritora  Atualizado agora
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Índice

Após o brutal engano de seu namorado e uma humilhante entrevista de trabalho, Valeria Neville busca consolo no álcool, terminando nos braços de um homem abastado, o herdeiro e futuro presidente do grupo empresarial Baskerville: Alexander Baskerville. O resultado do desenfreio chegou um dia, ao descobrir uma gravidez múltipla. Quatro vidas em seu interior. E ele, Alexander Baskerville, tinha ido embora, deixando-a à sua sorte. Ela prometeu em seu íntimo que aquele idiota teria que

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Capítulo 1

01

Os olhos de Valeria se arregalaram. O alarme não tinha tocado e o relógio marcava uma hora que a fez pular da cama. O coração deu um salto ao perceber que estava atrasada para a entrevista de emprego. Não podia se dar ao luxo de perder aquela oportunidade; tinha dedicado meses ao seu estágio naquela prestigiada empresa e sonhava em ser uma funcionária em tempo integral.

Em questão de minutos, vestiu o conjunto que havia preparado na noite anterior, penteou o cabelo e se olhou no espelho, garantindo que cada detalhe estivesse perfeito. Nem sequer teve tempo para tomar café da manhã. Pegou sua bolsa e saiu voando de seu pequeno apartamento, sentindo a adrenalina em cada passo.

A caminho da empresa, um grande sorriso iluminava seu rosto. Aquele dia não era importante apenas no âmbito profissional, mas também no pessoal. Era seu sexto aniversário de namoro com Ricardo, e ela mal podia esperar para comemorar com ele. A emoção a impulsionou a escrever uma mensagem para ele no ônibus:

"Amor, sabe que dia é hoje? Espero que não tenha esquecido."

Ela bufou, impaciente, e olhava para o telefone a cada dois minutos. Foi ao chegar à companhia, enquanto se sentava na sala de espera ao lado de outros candidatos, que seu polegar parou subitamente ao desbloquear a tela. Não eram mensagens de Ricardo, mas de um número desconhecido. Várias. E abaixo, uma série de fotografias anexadas.

"O Ricardo é tão bom, o coitado não fez nada além de sofrer ao seu lado, santinha."

O sorriso de Valeria congelou, desaparecendo por completo. Seus olhos percorreram as imagens repetidamente, buscando uma explicação, uma razão, um erro. Mas não havia erro. As fotos mostravam Ricardo, inconfundível, nos braços de outra mulher. Em situações íntimas. O mundo que, apenas alguns minutos antes, lhe prometia um futuro brilhante, desmoronou sob seus pés. Ele a traía no aniversário deles!

Valeria sentiu a bile subir pela garganta. Não podia ser um pesadelo. Era uma realidade brutal.

— Não... Não pode ser... — murmurou, com a voz mal saindo. As mãos tremiam enquanto discava o número de Ricardo. Levantou-se da cadeira e se afastou até um canto solitário e discreto. Do outro lado da linha, não ouviu a voz dele, mas ruídos estranhos, arquejos e gemidos que confirmaram o que temia. Uma dor fria e aguda se espalhou por suas costas.

— Ricardo? Você está aí, Ricardo? — sussurrou ela, tentando controlar a ira que se misturava à incredulidade.

Mas ninguém respondia. Ela foi ao banheiro e se trancou em uma cabine, atordoada.

— Por que você ficou calado?! Maldito seja! — gritou com desespero.

De repente, alguém pigarreou.

— Ah... isso. — A voz de Ricardo era seca, cortante, desprovida de qualquer emoção. — Você já percebeu.

Valeria sentiu o ar abandoná-la.

— "Já percebi"? É tudo o que você tem a dizer? Você é um cretino, Ricardo.

— Talvez, mas descobri que você não faz meu tipo, Valeria. Você... não é o suficiente para mim. É tão entediante, estou cansado de esperar; você também não é feminina o suficiente, você procurou por isso. Então terminamos aqui.

— Ricardo, não desliga! Ricardo! — suplicou ela. Mas era tarde demais. A ligação caiu.

As palavras de Ricardo a atingiram como um tapa gelado. O telefone escorregou de seus dedos dormentes. Além de tudo, aquele cretino se atrevia a "terminar" com ela, como se tivesse esse direito.

Com os olhos inchados e o rosto abatido, Valeria percebeu o quanto já era tarde. Voltou à sala de espera apressada, atraindo a atenção dos entrevistadores, mas só havia desaprovação e desagrado em seus gestos.

— Senhorita Neville, o atraso é algo que não se tolera nesta companhia — disparou um deles.

— Sinto muito — sussurrou quase inaudível, com uma tontura estranha que nublava sua cabeça.

A entrevista começou. Os candidatos ao seu lado respondiam com agilidade e fluidez, enquanto ela, apesar de ter se preparado, sentia que a frustração tinha arruinado sua chance.

— Senhorita Neville, qual você acredita ser a chave para um crescimento global? — perguntou um entrevistador.

Valeria, perdida em seus pensamentos, ficou em branco. Algo que ela sabia de cor tinha sido apagado de sua mente. Tudo o que havia em sua cabeça eram as imagens de seu namorado com aquela mulher e as mensagens venenosas.

Tudo aquilo a perseguia, a bloqueava. Não pôde evitar soltar algumas lágrimas, que aumentaram até se tornarem um choro incontrolável. Levantou-se da cadeira, soltou um pesado "Sinto muito" e retirou-se da sala, deixando todos perplexos. Sentiu-se uma tonta por ter abandonado seus sonhos, seu esforço. Seus meses de estágio e noites de suor, sangue e lágrimas tinham ido para o lixo.

Cruzando a rua como um zumbi, quase foi atropelada por um carro. O motorista gritou para ela ter mais cuidado, mas ela não disse nada. Apenas seguiu avançando, trêmula, sentindo que tudo ao seu redor era instável e que as lágrimas afetavam sua visão. Tentou ligar para Ricardo novamente, mas ele não atendeu.

— Idiota! Você é um idiota! — soltou para o nada, furiosa.

Cansada de andar sem rumo, quando escureceu, acabou indo a uma boate.

O barulho ensurdecedor da música perfurava seus ouvidos, mas, estranhamente, não a incomodava. Valeria abriu caminho entre a multidão, seus passos erráticos, mas decidida a chegar ao balcão. Uma única coisa ocupava sua mente: álcool. Uma dose, apenas uma, para anestesiar a dor que a traição de Ricardo havia deixado.

Sentou-se em um banquinho alto, sentindo o frio da madeira. Ainda não estava bêbada, apenas atordoada pela amargura. Levantou a mão e, antes que pudesse pedir, uma voz profunda e rouca soou ao seu lado.

— Uma taça de vodka para a dama.

Ela virou-se com o cenho franzido, pronta para protestar, e deu de cara com um par de olhos tão cinzentos quanto uma tempestade. Era o homem mais bonito que já tinha visto na vida. Seu cabelo, escuro como a noite, caía sobre uma testa perfeita, emoldurando maçãs do rosto e uma mandíbula que pareciam esculpidas. O terno escuro que vestia apenas acentuava a elegância natural de seus movimentos.

— Não precisa pedir por mim — murmurou Valeria, sentindo um rubor que nada tinha a ver com a bebida.

Um sorriso enigmático curvou um canto de sua boca.

— Ninguém deveria beber sozinho em uma noite como esta.

O barman, sem esperar resposta, entregou-lhe uma taça com um líquido transparente. Valeria deu um gole. A vodka queimou sua garganta, mas foi um ardor bem-vindo, uma distração do fogo que sentia no peito.

— Por que está bebendo sozinha?

Ela olhou para ele e bufou. Não queria contar seus problemas pessoais a um desconhecido. Valeria soltou uma risada amarga.

— Não acho que devo te responder.

Ele assentiu e pediu outra dose para si mesmo.

— Alexander — apresentou-se, estendendo a mão.

Ela hesitou por um momento, mas o impulso de tocá-lo era forte demais.

— Valeria.

Suas mãos se encontraram e o toque, embora breve, foi elétrico. O calor da pele percorreu seu braço.

— Valeria, é um prazer.

Ela desviou o olhar, sentindo-se acalorada. Talvez fosse o álcool ou o olhar daquele homem que a incendiava. Depois de um tempo, perdeu a conta de quanto bebeu. O efeito da tontura lhe deu uma ideia; ela tinha se excedido.

Aquele homem se inclinou; sua voz era tão rouca e profunda.

— Quer ir para outro lugar? Quero passar a noite com você, o que me diz?

Ela, que se mantivera firme, agora afetada pelo álcool em seu sistema, era outra pessoa. Além disso, o fluxo de seus pensamentos marcados pela infidelidade era o lembrete de sua desgraça; portanto, queria esquecer tudo e apenas se divertir.

— Eu... está falando sério?

Ele sorriu e se inclinou ao ouvido dela.

— Você não vai se arrepender, Valeria.

Ela assentiu lentamente e pegou a mão dele, antes de se deixar guiar para fora. Para Alexander, seria apenas uma noite que ele não faria questão de lembrar; para ela, agora um sonho, mas provavelmente depois um momento do qual se arrependeria.

Lá fora o vento estava frio; sua roupa não a protegia o suficiente. Alexander colocou o paletó sobre os ombros dela e a guiou até um carro luxuoso. Também fez sinal para seus homens, que o seguiram atrás, em outro carro preto.

Valeria olhou para ele enquanto ele dirigia e admirou seu rosto perfeito. Nem percebeu quando chegaram ao estacionamento subterrâneo, apenas quando ele a avisou.

— Vamos descer do carro.

No entanto, ela o impediu de sair, puxando subitamente suas roupas e beijando-o. Ele segurou sua nuca e intensificou aquele beijo que roubava tudo de si. O descontrole se apoderando dos dois, aquela emoção febril enlouquecendo, até que, com firmeza, Alexander a segurou pelos ombros e a afastou.

— Vamos subir para o quarto, vou te dar um presente — disse com aquele sorriso cheio de desejo, marcado pelo perigo alheio à atordoada Valeria.

"Um presente?".

Intrigada para saber ao que ele se referia, assentiu como um robô, desceu do carro assim como ele e o seguiu. Alexander voltou a sorrir; uma noite divertida, talvez inesquecível, se aproximava.

E, para ela, algo inimaginável.

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