A chuva caía fina lá fora, tocando o vidro com um som ritmado, quase hipnótico.
Dentro da mansão, tudo estava quieto — o tipo de silêncio que só aparece quando o mundo decide respirar em paz.
Rose estava no quarto de Pedro, sentada na poltrona perto da janela, com as pernas encolhidas e um livro aberto que ela fingia ler.
Pedro, no sofá, revisava alguns documentos com a cara concentrada e o cabelo meio bagunçado.
Fazia três meses que tinham voltado da viagem.
Três meses em que a casa voltara à