A casa dormia em silêncio, mas Pedro não conseguia.
Estava na sala de treino há mais de uma hora, os punhos doloridos, o corpo coberto de suor. O som dos socos contra o saco de pancadas ecoava no espaço como uma batida de guerra.
Era isso ou encarar a própria cabeça — e, naquele momento, lutar contra algo físico parecia mais fácil do que enfrentar os fantasmas.
Desde a noite anterior, a lembrança insistia em voltar: ele acordando aos gritos, chamando por Bárbara, e Rose o segurando com firmeza,