Mundo de ficçãoIniciar sessão✨ Um romance emocionante sobre recomeços, maternidade, culpa e amor improvável. ✨ Para quem ama CEO frio que se rende primeiro. ✨ Com uma criança encantadora capaz de derreter até o coração mais fechado. Marcelo é um CEO frio, metódico e completamente fechado para o amor desde a tragédia que destruiu seu passado. Renata é sua secretária perfeita, eficiente, invisível… e mãe solo de uma menina que é pura luz. Tudo muda quando a pequena Lara invade o escritório do poderoso empresário e solta a pergunta que ninguém nunca teve coragem de fazer: — Você é o chefe malvado da mamãe? Entre encontros inesperados, memórias dolorosas e sentimentos que nascem onde não deveriam, um homem acostumado a controlar tudo descobrirá que não pode comandar o próprio coração.
Ler maisMarcelo
Minha mãe ajeitou minha gravata, depois de eu a frouxa-la pelo menos umas cinco vezes.
— Vai acabar fazendo um buraco no chão. — Ela disse, observando meus pés inquietos.
— Estou nervoso, é o meu casamento. — Respondi, me afastando e espiando pela fresta da porta. O carro de Anita ainda não havia chegado. Ela estava atrasada muito atrasada.
— Noivas sempre atrasam, pare com isso, está me deixando nervosa. — Minha mãe olhou para o relógio no pulso.
Sabíamos que noivas costumam se atrasar. Mas não Anita. Ela planejou cada detalhe meticulosamente. Ela odiava atrasos.
Puxei o celular do bolso e liguei para ela pela quinta vez na última hora. Nenhuma resposta. Os pais de Anita também não haviam chegado e não atendiam o telefone. O aperto no meu peito cresceu. Algo estava errado.
— Isso já tá ridículo. O casamento era às dezoito horas, já são quase oito. Eu vou até ela. — Declarei, minha paciência está se esgotando.
Minha mãe suspirou, preocupada.
— Bem, realmente, Anita não costuma sumir assim. Pelo menos teria avisado a cerimonialista...
Abri a porta e saí. Os convidados me olharam, aLarados, achando que a cerimônia finalmente começaria.
— Sei que estão esperando há muito tempo. Sei que noivas se atrasam, mas a minha está se superando. Vou ver o que aconteceu e volto. — Avisei antes de seguir para a saída da igreja.
Foi quando a vi.
Emily, a melhor amiga de Anita, estava parada no corredor. Segurava o celular com força, os ombros tremendo. Ela chorava.
Minha respiração falhou.
Acelerei o passo até ela.
— Emily, aconteceu alguma coisa?
Ela balançou a cabeça, mas não era comigo que falava.
— Isso não pode ser verdade... Onde ela está? Eu... — Sua voz falhou e, de repente, suas pernas cederam.
Avancei e a segurei antes que caísse.
— Que diabos está acontecendo? — Minha voz saiu cortante, o pânico começando a tomar conta.
Minha mãe gritou por socorro, mas meu foco estava em outra coisa.
O celular de Emily escorregou de seus dedos, e eu o agarrei antes que caísse no chão. O nome de Anita brilhava na tela.
Atendi.
— O que disse para sua amiga?
A linha estava cheia de ruídos, sirenes ao fundo. Então, uma voz masculina respondeu:
— Alô? Ela está sem documentos preciso que alguém venha.
Meu sangue gelou.
— Quem está falando?
— Estou no local do acidente. Alguém pode vir até aqui?
Meu coração despencou.
— Acidente?
— Sim... Bem, não posso continuar falando. Vou te passar o endereço. Consegue chegar? Os socorristas ainda estão com ela. O celular dela não parava de tocar, então eu atendi...
Meus dedos apertaram o telefone com força, a pausa do outro lado vinha com um couro de horror atrás dele.
— Continua...
A voz do homem vacilou.
— Eu lamento muito.
O mundo pareceu girar ao meu redor.
— O que quer dizer com isso?
Um silêncio pesado se estendeu antes da resposta.
— Ela não resistiu.
AnnaA noite após a ligação de Leornado foi longa, fiquei acordada até tarde, olhando para o teto do meu apartamento, o celular ao lado do travesseiro. Ele havia dito apenas: “Precisamos conversar. Sobre Geovana. Amanhã, após o expediente. Pode ficar até tarde?”. Eu respondi “Sim” e desliguei antes que ele pudesse dizer mais. Não queria ouvir a voz dele mais do que o necessário., não queria dar espaço para a esperança idiota que ainda insistia em pulsar no meu peito.No dia seguinte, o escritório seguiu o ritual de sempre: café na temperatura certa, agenda atualizada, relatórios impressos, silêncio cortante. Ele tentou falar comigo duas vezes, perguntas banais sobre documentos, mas eu respondi com a precis&at
LeornadoOs primeiros dias do aviso-prévio de Anna se arrastaram como uma sentença que eu mesmo havia imposto. Eu chegava ao escritório antes das oito, como sempre, e lá estava ela: sentada à mesa externa, notebook aberto, agenda atualizada e o café preto, sem açúcar, posicionado exatamente onde eu gostava, na temperatura precisa de sessenta e oito graus. Tudo impecável, tudo profissional, tudo vazio.— Bom dia, senhor Voss — dizia ela, com a voz neutra, sem erguer os olhos por mais do que o necessário.— Bom dia, Anna — respondia eu, pegando o copo e entrando na sala sem mais palavras.O silêncio entre nós havia se tornado uma entidade própria. Não era hostil, mas ta
AnnaSaí do escritório às 18h47, exatamente como nos velhos tempos, quando o horário de saída era ditado pela agenda dele e não pela minha vontade. O elevador desceu vazio, o silêncio metálico amplificando o eco dos meus próprios passos no piso de mármore frio. No saguão, o movimento já começava a rarear: os últimos funcionários trocavam acenos rápidos e despedidas murmuradas, enquanto as luzes das recepções diminuíam gradualmente, mergulhando o ambiente em uma penumbra institucional. Caminhei até o ponto de táxi com a sensação de que carregava o peso acumulado de quatro anos e meio nas costas, não apenas o cansaço físico dos dias longos, mas a exaustão emocional de quem se entregou por inteiro e, no final, recebeu apenas migalhas em troca. O ar da noite estava fresco, quase cortante, mas não conseguia aliviar o aperto persistente no peito.
LeornadoCheguei em casa por volta das 21h30. O elevador subiu em silêncio e, quando as portas se abriram, o apartamento parecia mais vazio do que nunca. As luzes da sala estavam acesas em intensidade baixa; Beatriz estava arrumando os brinquedos com movimentos rápidos e contidos.— Senhor Voss — cumprimentou ela. — Sofia já jantou e está quase dormindo. Eu… já estou indo.Olhei ao redor, a bolsa de Anna não estava no cabide da entrada, o casaco que ela sempre deixava ali também não.— Anna já foi?Beatriz assentiu, com expressão neutra.— Sim, ela arrumou tudo, deixou instruções para mim e disse que precisava ir embora hoje. Pediu para avisar ao senhor.





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