Mundo de ficçãoIniciar sessãoAnya cresceu acreditando que conhecia o próprio destino - até descobrir que o destino tinha outros planos para ela. Planos selados antes mesmo de seu nascimento. Planos que envolvem dois irmãos... e um reino inteiro. Arrastada para um casamento que nunca escolheu, Anya se vê presa entre dever e desejo, tradição e liberdade, passado e futuro - enquanto tenta sobreviver à corte, às intrigas e aos sentimentos que jurou nunca permitir. Mas quanto mais tenta escapar, mais o destino a empurra para o centro de uma história escrita muito antes dela. Uma história de amor, poder... e segredos que ninguém ousa dizer em voz alta. Entre um príncipe marcado pela guerra e outro marcado pelo passado, entre o que o coração pede e o que a lei exige, Anya precisará descobrir quem ela realmente é - e o que está disposta a enfrentar por isso. Porque, na luta contra o Norte, nada é simples. E nenhum coração sai ileso das mãos das leis que regem os reinos que se mantiveram de pé. ⚠️ AVISO DE CONTEÚDO SENSÍVEL Este livro aborda temas sensíveis, incluindo tentativa de suicídio, além de sofrimento emocional intenso, luto e conflitos psicológicos decorrentes de situações extremas. Esses temas fazem parte da narrativa e são tratados com seriedade, dentro do contexto da história, sem qualquer intenção de romantização ou incentivo. A autora não compactua com esse tipo de atitude e reforça que a vida tem valor, mesmo em momentos de dor profunda. Se você estiver passando por um período difícil ou se sentir emocionalmente abalado(a), considere buscar ajuda profissional ou conversar com alguém de confiança. No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio gratuito e sigiloso, 24 horas por dia, pelo telefone 188 ou pelo site www.cvv.org.br. Cuide de si. Sua vida importa.
Ler maisO RETORNO.ANYA DOMINUS.Há tronos que cobram mais do que governam.Quando Orion finalmente volta, dois meses depois de partir, eu o vejo antes mesmo que ele atravesse os portões do castelo.Estou na torre leste — o lugar de onde consigo ver a estrada principal — esperando.Como tenho esperado todos os dias.Todas as manhãs.Todas as tardes.Victória está ao meu lado, brincando com uma boneca de pano, mas meus olhos estão fixos no horizonte.E então…Eu o vejo.A silhueta familiar montada em Tempestade, a capa azul escura ondulando ao vento, a cavalaria o acompanhando.Meu coração dispara.Corro.Desço as escadas tão rápido que quase tropeço na própria saia, ignorando os gritos assustados das criadas, ignorando tudo exceto a necessidade desesperada de chegar até ele.Atravesso o pátio principal no momento exato em que ele desmonta.— Orion! — grito, sem me importar com quem está ouvindo.Ele se vira.E no segundo em que nossos olhos se encontram…Eu sei.Simplesmente sei.Pelo jeito q
A JORNADA À PÉRSIAORION DOMINUS.Quando a justiça é herdada, a culpa também é.Um mês.Um maldito mês de viagem através de desertos escaldantes que parecem sugar a vida de cada célula do corpo, montanhas traiçoeiras onde um passo em falso significa morte, e estradas que serpenteiam através de territórios instáveis onde bandidos espreitam nas sombras.Mas finalmente, no horizonte distante, tremulando no ar quente como miragem que ameaça desaparecer a qualquer momento…As torres douradas da Pérsia se erguem.Altas.Imponentes.Impossíveis de ignorar.O Reino de Ashar. Capital do império persa.Lar do Rei Kerym Ashari.Já lutei ao lado dele — todos ouviram a história de como ele lutou cercado de cem homens da tropa inimiga e de como, sozinho, os derrubou. Lutamos lado a lado naquele dia — eu segurando o flanco oeste enquanto ele massacrava os inimigos com uma eficiência brutal que até hoje me impressiona.O Rei Implacável.O Conquistador do Leste.A fênix da Pérsia.O homem que, ao lad
“CARTAS DA PÉRSIA”ANYA DOMINUS.O mundo não é justo com quem sonha. Nunca foi.A tarde está quente demais para o outono.Estou sentada na biblioteca do castelo, folheando um livro sobre ervas medicinais que o médico real me emprestou há alguns dias, quando uma criada entra apressada, quase tropeçando na própria saia. Ela segura uma carta lacrada com cera verde-escura — uma cor que não reconheço imediatamente.— Alteza — ela se curva, estendendo o envelope com as mãos tremendo levemente. — Chegou com o mensageiro que veio das terras ao sul. Ele disse que era urgente. Muito urgente.Meu estômago se contrai.Cartas urgentes raramente trazem boas notícias.Pego o envelope, agradecendo com um aceno gentil, e espero a criada sair antes de romper o lacre com os dedos trêmulos.A cera se quebra com um estalo seco.Desdobro o papel — amarelado, manchado pelo tempo e pela viagem — e meus olhos correm pelas primeiras linhas.A caligrafia é tremida, apressada, como se tivesse sido escrita às pre
ORION DOMINUS.Nunca teve tanto medo — nem tanto prazer — em obedecer.Eu sorrio e faço um gesto com a cabeça. — Vá. Eu te encontro em um minuto.Ela revira os olhos, mas se deixa levar pela multidão feminina, desaparecendo entre os véus e vestidos coloridos. Eu sigo em direção ao trono elevado na frente do salão. Soldados me param no caminho, apertando minha mão, batendo no meu ombro, agradecendo. Eu respondo a cada um, ouvindo histórias rápidas de bravura, de camaradagem.Finalmente, chego ao trono.Mas antes que eu possa me sentar… Uma mulher surge ao meu lado.Alta, cabelos vermelhos como fogo, caindo em ondas sobre os ombros nus. Vestido vermelho justo demais, decote baixo demais. Olhos pintados de negro que me estudam com interesse descarado.— Alteza — ela diz, a voz arrastada, doce demais para ser sincera. — Onde está a rainha?Eu a encaro, frio.— Não é da sua conta.Ela pisca, surpresa pela rispidez, mas se recupera rapidamente, sorrindo como se eu tivesse feito uma piada.















Último capítulo