Mundo de ficçãoIniciar sessãoEliza recitou o profissionalismo glacial de Mayla:
— "A Sra. Layer agradece o gesto de cortesia, mas fusões de bilhões de dólares exigem a presença do principal ativo. Se o Sr. Kael quer garantir o investimento na Gala de Caridade, ele será formalmente convidado pela Sra. Layer para se apresentar. A Layer Capital não negocia com fantasmas. O convite está no anexo." Abner Kaelen permitiu-se um sorriso sombrio. A CEO estava assumindo o comando do confronto, assim como ele esperava. — Perfeito. A Princesa está no tabuleiro. Ela quer que eu vá ao seu campo de batalha, onde ela tem todas as regras e a plateia. Isso minimiza a resistência. Então que comece os jogos. Dia do baile de Caridade: Mayla não estava em uma festa; ela estava em um campo de batalha social. Cada sorriso, cada taça de champanhe rejeitada, era uma jogada de poder. Mas não poderia ter sido a anfitriã naquela noite. E ainda havia aquela curiosidade incógnita, Alex Kael, quem seria e como seria? Ela havia se reunido com Eliza, a associada de Alex Kael do Kael Global, há três dias. A proposta era agressiva, o investimento, irrecusável. A própria ideia do misterioso Alex Kael já a intrigava. Um CEO que movia bilhões, mas se recusava a aparecer pessoalmente. Mayla estava no centro do salão, uma escultura de disciplina seu vestido azul escuro de corte elegante abraçava suas curvas de forma impecável ela era a CEO, a personificação de elegância e poder. Foi então que ela o viu. Ele estava perto do terraço, em uma conversa tensa com o presidente de um banco. Ele não usava a aura de socialite; ele usava a aura de poder contido. Alex Kael era mais imponente, mais perigoso do que Mayla havia imaginado. O cabelo escuro, os olhos âmbar que pareciam feitos para inspecionar falhas estruturais. Seus ombros largos, apesar do terno de etiqueta, cinza chumbo, tinha que admitir que era realmente muito lindo, ela arfou por um momento. A atração atingiu Mayla com a força de um soco. Não era o desejo corporativo, era o desejo ancestral. Ele era a única coisa no salão que não estava sob o controle dela. Percebendo que quem realmente importava estava lhe observando ele encerrou abruptamente a conversa e cruzou o salão, movendo-se com a graça de um predador. Ele estava vindo para ela. — Sra. Layer — Alex Kael parou. Seu hálito estava quente, e a proximidade parecia violar as regras não escritas de seu espaço pessoal. — Sr. Kael. Pensei que o senhor preferia enviar associados para fazer seu trabalho — Mayla respondeu, a voz perfeitamente estável, mas o pulso acelerado. — Eu envio meus associados para fechar contratos. Eu venho pessoalmente quando há uma variável de risco que precisa ser avaliada de perto. — Ele aproximou-se ainda mais. — Você é essa variável, Mayla. Mayla engoliu em seco. Aquele homem não estava falando de dinheiro. — Minha empresa é estável. Meu luto é privado. Alex Kael sorriu, mas o sorriso não alcançou seus olhos. Ele pegou uma taça de vinho tinto de um garçom que passava e a colocou na mão de Mayla. O ato era estranhamente dominador. — Minha associada, Eliza, relatou que você tentou me auditar. Você quer me decifrar, Mayla. Isso é arriscado. — Ele se inclinou, e Mayla sentiu o cheiro de ozônio (o resquício de magia) quebrando o cheiro caro de seu perfume. — Diga-me, CEO. O que você faz quando a lógica falha, e você encontra a única coisa que não pode controlar? A mão de Alex repousou suavemente no antebraço de Mayla. O toque foi a chave. FLASH: Um milissegundo de caos, o som agudo do metal quebrando, o grito de guerra, e uma dor fantasma no centro do peito de Mayla. Ele havia forçado o flash de memória sutil, como um Guardião avaliando a Luz do Coração. Mayla cambaleou, o vinho quase derramando. — O que você... — Ela não conseguiu terminar a frase. Ela sabia que ele não era apenas um CEO. Alex Kael recuou, seu rosto voltou à calma. — Eu sou o seu risco. E você é o meu. Pense nisso, Mayla. Seu mundo está desmoronando, e eu sou a única coisa que pode mantê-lo de pé. Ele se afastou, deixando a CEO mais controladora do mundo sozinha, ofegante, e pela primeira vez, totalmente desestabilizada por algo que não podia ser resolvido com planilhas. A atração era agora uma certeza de destino. O resto da festa passou em perfeito caos, Mayla não conseguiu mais se aproximar do Alex para questioná-lo, tentar entender o que eram aquelas imagens. Mas ele já havia ido, a contra gosto saiu da festa e foi para sua cobertura, precisava de um bom banho de banheira.






