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Capítulo 4: Encontro na Gala de Caridade

Eliza recitou o profissionalismo glacial de Mayla:

​— "A Sra. Layer agradece o gesto de cortesia, mas fusões de bilhões de dólares exigem a presença do principal ativo. Se o Sr. Kael quer garantir o investimento na Gala de Caridade, ele será formalmente convidado pela Sra. Layer para se apresentar. A Layer Capital não negocia com fantasmas. O convite está no anexo."

​Abner Kaelen permitiu-se um sorriso sombrio. A CEO estava assumindo o comando do confronto, assim como ele esperava.

— Perfeito. A Princesa está no tabuleiro. Ela quer que eu vá ao seu campo de batalha, onde ela tem todas as regras e a plateia. Isso minimiza a resistência. Então que comece os jogos

Mayla não estava em uma festa; ela estava em um campo de batalha social. Cada sorriso, cada taça de champanhe rejeitada, era uma jogada de poder.

​Ela havia se reunido com Eliza, a associada de Alex Kael do Kael Global, na semana anterior. A proposta era agressiva, o investimento, irrecusável. A própria ideia do misterioso Alex Kael já a intrigava. Um CEO que movia bilhões, mas se recusava a aparecer pessoalmente.

​Mayla estava no centro do salão, uma escultura de disciplina em um vestido de corte impecável. Ela era a CEO.

​Foi então que ela o viu.

​Ele estava perto do terraço, em uma conversa tensa com o presidente de um banco. Ele não usava a aura de socialite; ele usava a aura de poder contido.

​Alex Kael era mais imponente, mais perigoso do que Mayla havia imaginado. O cabelo escuro, os olhos âmbar que pareciam feitos para inspecionar falhas estruturais. Seus ombros largos, apesar do terno de etiqueta, pareciam preparados para carregar uma armadura.

​A atração atingiu Mayla com a força de um soco. Não era o desejo corporativo, era o desejo ancestral. Ele era a única coisa no salão que não estava sob o controle dela.

​Ele encerrou abruptamente a conversa e cruzou o salão, movendo-se com a graça de um predador. Ele estava vindo para ela.

​— Sra. Layer — Alex Kael parou. Seu hálito estava quente, e a proximidade parecia violar as regras não escritas de seu espaço pessoal.

​— Sr. Kael. Pensei que o senhor preferia enviar associados para fazer seu trabalho — Mayla respondeu, a voz perfeitamente estável, mas o pulso acelerado.

​— Eu envio meus associados para fechar contratos. Eu venho pessoalmente quando há uma variável de risco que precisa ser avaliada de perto. — Ele aproximou-se ainda mais. — Você é essa variável, Mayla.

​Mayla engoliu em seco. Aquele homem não estava falando de dinheiro.

​— Minha empresa é estável. Meu luto é privado.

​Alex Kael sorriu, mas o sorriso não alcançou seus olhos. Ele pegou uma taça de vinho tinto de um garçom que passava e a colocou na mão de Mayla. O ato era estranhamente dominador.

​— Minha associada, Eliza, relatou que você tentou me auditar. Você quer me decifrar, Mayla. Isso é arriscado. — Ele se inclinou, e Mayla sentiu o cheiro de ozônio (o resquício de magia) quebrando o cheiro caro de seu perfume. — Diga-me, CEO. O que você faz quando a lógica falha, e você encontra a única coisa que não pode controlar?

​A mão de Alex repousou suavemente no antebraço de Mayla. O toque foi a chave.

​FLASH: Um milissegundo de caos, o som agudo do metal quebrando, o grito de guerra, e uma dor fantasma no centro do peito de Mayla. Ele havia forçado o flash de memória sutil, como um Guardião avaliando a Luz do Coração.

​Mayla cambaleou, o vinho quase derramando.

​— O que você... — Ela não conseguiu terminar a frase. Ela sabia que ele não era apenas um CEO.

​Alex Kael recuou, seu rosto voltando à calma.

​— Eu sou o seu risco. E você é o meu. Pense nisso, Mayla. Seu mundo está desmoronando, e eu sou a única coisa que pode mantê-lo de pé.

​Ele se afastou, deixando a CEO mais controladora do mundo sozinha, ofegante, e pela primeira vez, totalmente desestabilizada por algo que não podia ser resolvido com planilhas. A atração era agora uma certeza de destino.

O resto da festa passou em perfeito caos, Mayla não conseguiu mais se aproximar do Alex para questioná-lo, tentar entender, e se o sonho não fosse só um sonho e sim lembranças, quem ele realmente era, meio contra gosto deu a noite por encerrada e retornou para casa.

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