Mundo de ficçãoIniciar sessãoNova York 20 anos depois:
Acordar todos os dias era uma grande desafio para a Mayla, ela tinha tudo o que uma mulher aos seus 25 anos poderia querer. Casas, apartamento, carros de luxo, uma empresa que triplicou seus lucros em menos de três anos, mas não, faltava uma coisa, e talvez a mais importante, seu amado Daniel. Como poderia a vida lhe pregar tamanha peça, queria que tudo não passasse de um terrível pesadelo primeiro havia ficado órfã, seus pais morreram em um acidente de carro, a 20 anos agora seu Daniel. Três anos, já se passaram três anos desde que seu mundo mudou com apenas uma ligação. Ainda se recordava das palavras precisas como se fosse hoje..... O dia estava ensolarado em Seattle, mas o ar no canteiro de obras era frio, cheio de poeira de concreto e o cheiro metálico de vigas recém-soldadas. Mayla estava no alto, inspecionando o projeto que Daniel havia chamado de "o nosso maior desafio": um complexo corporativo que desafiava a gravidade. Mayla usava seu capacete de segurança branco e botas de aço. Ela era a estabilidade em pessoa; onde todos viam um risco de engenharia, ela via uma equação resolvida. Ela estava prestes a enviar a Daniel um relatório de correção estrutural quando o celular tocou. Não era o toque personalizado dele. Era um número desconhecido, o som quebrando a rotina do canteiro como um tiro. Mayla atendeu, sua voz curta e profissional, pronta para dispensar o chamador. -Layer Constructions. Mayla Layer. A voz do outro lado, fria, profissional, e terrivelmente formal, pertencia a um assessor de segurança de voo. - Sra. Layer, por favor, mantenha a calma. Houve um incidente. Mayla sentiu o chão de metal sob seus pés, que era sólido, se tornar gelatina. Seu cérebro, treinado para a lógica, exigiu dados. -Incidente com quem? Onde? Defina o incidente. -A aeronave particular que transportava o Sr. Daniel Layer e a equipe de logística sofreu uma falha mecânica crítica durante a decolagem no aeroporto de Lausanne. Não houve sobreviventes, Sra. Layer. O Sr. Daniel Layer... O resto da frase foi engolido pelo rugido de um guindaste. Mayla não ouviu mais nada. Seu mundo se tornou um silêncio opressor. Ela olhou para as estruturas de aço que ela e Daniel haviam projetado, e pela primeira vez, elas pareciam frágeis. Uma falha mecânica. A palavra ecoou em sua mente. Não era um ato de Deus, não era um erro humano; era uma falha de sistema, uma variável que ela não conseguiu prever ou controlar, a quebra de sua lei fundamental. Mayla desligou o telefone. Ela tirou o capacete de segurança, e a dor no centro de seu peito foi a única coisa real. Ela não chorou. Não havia tempo para emoção. Sua primeira ação não foi desespero, mas estratégia. Ela ligou para seu advogado sênior. -Quero que você congele todos os ativos, convoque o conselho e prepare uma declaração de imprensa,- sua voz estava gélida e firme. -A Layer Constructions não será vendida. E garanta que todos saibam: Eu estou no controle. Naquele dia, Mayla D. Layer enterrou seu amado Daniel e vestiu suas roupas de executiva, não mais para trabalhar com a felicidade que desejava, mas como uma armadura, pois o mundo corporativo era uma batalha e ela não pretendia perder. Ela destruiu o ceticismo de sócios e do cunhado — que esperavam a "viúva frágil" vendesse tudo — e triplicou o valor da Layer Constructions. Ela se tornou a CEO mais implacável do setor, mas o sucesso era uma cela de ouro. A dor da perda era um farol para a fraqueza, e a fraqueza era o que seus concorrentes cheirava. E ali em sua mesa vestida com sua camisa de seda branca, saia lápis azul e sandalias de alto alto, continuava a divagar sobre suas mágoas. Mas era necessário acordar, a Layer Capital não crescera, sem seus punhos de ferro, haveria reuniões com seus sócios, e um possível investidor para aquele dia. E que Deus lhe ajudasse.






