O Guardião e a CEO
O Guardião e a CEO
Por: Runa Thorne
Prólogo A queda

*O Último Ponto de Defesa*

Ao entrar na sala do trono O Guardião Sênior- um homem de armadura completa, o último Kaelen de sua Geração- não esperava ver aquela cena terrível, o rei Ronan Auran consumido pelo vazio e sua linda esposa a Rainha Lyra em seus suspiros finais.

Ele segue até ela e se abaixa ao seu lado;

- Rápido, pegue isso é a Pedra da Distância, ela guiará a princesa para um local seguro - Falou a Rainha- Proteja-a! Para a Borda! Eu abri o portal mas não durará para sempre!

Ele sabe que nada poderá fazer para ajudar os monarcas que jurou proteger com a própria vida.

Então, rápido e preciso ele vai em busca da princesa, a encontrando escondida na saleta secreta, que não durará se o Vazio a encontrar. Alguém havia traído o trono ele esperava ter tempo de encontrar mas, para isso a princesa devia está em segurança.

O Guardião Sênior agarra a princesa, que chora, guiando-a até o portal.

O Cheiro de ozônio, pedra pulverizada e sangue seco era a única coisa que Mayla conseguia sentir. O Castelo do Reino de Éterea não gemia; ele calculava sua própria ruína.

A criança, com o cabelo escuro emaranhado e o rosto sujo, estava apertada no manto pesado de veludo do trono. O Guardião Sênior ajoelha o capacete prateado ao lado.

- Princesa Mayla- a voz dele era um trovão rouco, mas desesperado-, você é a Linhagem Vital. O Vazio a procura. Eles encontraram a Câmara. Não há mais tempo.

Ele desembrulhou do peito a Pedra da Distância- uma joia escura que pulsava uma luz tênue, quase negra.

- Isto vai te levar para a Borda, para o mundo lá fora. Lá você estará segura.

O Guardião apertou a Pedra na mãozinha de Mayla forcando-a a fechar os dedos. Mayla mal compreendia as palavras, mas sentia o terror. A inocência estava sendo substituída pelo instinto.

- Não confie em ninguém que disser que te conhece de Éterea. E nunca olhe para trás. - Ele tentou sorrir, mas a expressão era de despedida final.

Um tremor violento atingiu o castelo. Gritos ecoaram. O Guardião Sênior se levantou com a espada Kaelen em punho, o metal dourado vibrando.

Ele se virou, olhando para a escuridão do corredor lateral. Ali estava Abner, seu filho ainda jovem, com apenas dez anos, pálido escondido e paralisado pelo medo.

-ABNER!- A voz do Sênior estalou, um ordem final que cortou a alma do garoto. Você é o próximo Kaelen. O seu dever não é mais o Castelo. O seu dever é VIGIAR O PORTAL. Você manterá a Runa Kaelen ativa até que ela retorne! Você é o escudo dela, de longe ou de perto! Jure!

O jovem Abner, tremendo , mas compelido pela honra da linhagem, engoliu em seco.

_ Eu Juro- respondeu Abner, a voz mal audível.

O Guardião não hesitou mais. Ele empurrou Mayla para o círculo de luz bruxuleante no chão, um portal aberto às pressas, por sua mãe.

-Vá!

Mayla tropeçou. A luz a engoliu. O Guardião se virou e, com um grito de guerra, jogou o próprio corpo na frente da porta, usando a armadura Kaelen coml o último selo físico.

O último som que Mayla ouviu antes de o silêncio frio do novo mundo a envolver, não foi a queda do Guardião Sênior, foi o som do metal rachando e, depois o choro contido e desolado do Guardião adolescente que agora estava preso ao seu destino: o jovem Abner.

Mayla emergiu na Terra, com a Pedra fria na mão e o trauma daquele som afinal gravado em sua memória. O Guardião adolescente ficaria em Éterea, obrigado a carregar o fardo da sua ausência por vinte anos.

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