Abner puxou Mayla, não com delicadeza, mas com a força pura da necessidade. O braço dele estava quente e coberto pela armadura de escamas negras. Mayla, de vestido de gala rasgado e sapatos de salto alto inapropriados, tropeçava no terreno irregular.
— Corra! — Abner ordenou, sua voz rouca de esforço.
O chão de Éterea era traiçoeiro: raízes grossas e escuras, terra lodosa e uma vegetação retorcida que parecia feita de metal enferrujado. Mayla tentava manter o ritmo, mas seu corpo, treinado para horas de yoga e reuniões de conselho, não estava pronto para a fuga.
— Diminua a velocidade! — Mayla sibilou, recuperando o fôlego. — A análise de risco indica que correr sem estratégia só aumenta a vulnerabilidade ao terreno!
— A única vulnerabilidade aqui é o Vazio em seu encalço! — Abner respondeu, parando bruscamente e puxando-a para trás de um tronco grosso.
Atrás deles, um grito metálico rasgou o ar.
Mayla viu a fumaça púrpura da dissolução do Serviçal se dissipando. Ela es