Mundo ficciónIniciar sesiónEm um dia completamente como qualquer outro, desperto após um pesadelo, me deparo sonolento e impotente pelo que me espera, o abandono pelos meus familiares, a sua traição e por fim , a destruição de todo o que alguma vez conhecerá todos os seres envoltos em terror e desespero peço regressar a aqueles dias em que uma vez fui um simples e normal adolescente.
Leer másO silêncio que se seguiu não trouxe alívio.Trouxe peso.Haruki permaneceu imóvel por alguns segundos depois que os sons desapareceram por completo. O seu corpo ainda estava encostado aos escombros, parcialmente curvado para proteger Aika, como se as criaturas pudessem voltar a qualquer momento. O coração batia forte demais, não por esforço físico, mas por aquilo que tinham acabado de presenciar.Aika continuava agarrada à sua roupa.O choro dela havia diminuído, mas não cessado por completo. Era um som baixo, intermitente, como alguém que tenta ser forte… mas ainda não consegue.Haruki abriu os olhos lentamente.A primeira coisa que fez foi escutar.Nada.Nenhum passo.Nenhuma vibração.Nenhum eco daquele horror.Mesmo assim… ele não confiava.Com cuidado, moveu ligeiramente o corpo e aproximou-se da abertura por onde tinham entrado. Não saiu totalmente. Apenas o suficiente para observar o exterior sem se expor.A rua estava vazia.Mas já não era a mesma.Havia marcas no chão — arras
O caminho adiante parecia interminável.Haruki e Aika avançavam pelas ruas destruídas com a mesma cautela que vinha se tornando rotina. Cada esquina era observada antes de ser cruzada, cada sombra analisada com desconfiança. O silêncio continuava presente, mas já não era apenas ausência de som — era uma tensão constante, como se algo estivesse sempre prestes a acontecer.O céu mantinha uma tonalidade estranha, levemente desbotada, como se a própria realidade tivesse sido desgastada. A luz do sol passava entre os prédios quebrados de forma irregular, criando zonas de claridade e escuridão que se alternavam de maneira desconfortável.Aika caminhava ao lado de Haruki, mais próxima do que nunca. Às vezes, a mão dela quase tocava a dele, mas recuava no último instante, como se ainda tivesse medo de ultrapassar um limite invisível. Ainda assim, ela não se afastava.Haruki notava.Mas não dizia nada.Os seus olhos moviam-se constantemente, atentos a tudo — ao chão, às janelas, às estruturas
O mundo parecia demasiado silencioso.Haruki caminhava à frente, os passos firmes, mas calculados. Cada movimento era pensado, cada respiração controlada. Ao seu lado, ligeiramente atrás, Aika acompanhava-o, tentando manter o ritmo, embora os seus passos fossem mais curtos.As ruas estavam vazias.Não havia vento suficiente para mover objetos, nem vozes, nem sinais de vida. Apenas estruturas abandonadas, carros parados em posições caóticas, vitrines quebradas e portas entreabertas que rangiam ocasionalmente com o leve toque do ar.Eles caminhavam.E continuavam a caminhar.Horas passaram.O sol já não estava na mesma posição, e as sombras alongavam-se pelo chão, criando formas estranhas que pareciam mover-se quando não eram observadas diretamente.Aika olhava para tudo com curiosidade e medo.Haruki… analisava.Sempre.Mas havia algo errado.A sensação não desaparecia.Aquela presença invisível… aquela pressão no ar… estava lá desde que saíram da casa.E, ao contrário do que esperava…
A luz entrou lentamente no quarto, atravessando as pequenas fendas entre as tábuas que cobriam a janela. Não era forte nem agressiva, mas suave, quase tímida, como se o mundo lá fora ainda estivesse a testar se podia voltar a existir. Os raios dourados espalhavam-se pelo chão e pelas paredes, iluminando partículas de poeira que dançavam no ar com uma calma quase irreal.O calor daquela luz tocava o ambiente de forma reconfortante.Haruki abriu os olhos.Não despertou de repente. Foi um movimento lento, cuidadoso, como alguém que nunca tinha realmente descansado. O seu corpo ainda estava tenso, mesmo deitado no chão, como se a qualquer momento pudesse ser necessário reagir.Durante alguns segundos, ele não se mexeu. Apenas ouviu.Nada.Nenhuma vibração anormal.Nenhum som estranho.Nenhum sinal de perigo.A casa estava em silêncio.Eles tinham sobrevivido à noite.Haruki soltou o ar devagar, num suspiro quase imperceptível, e então virou ligeiramente o rosto. Observou o quarto, a cama,
Último capítulo