Mundo ficciónIniciar sesiónEm um dia completamente como qualquer outro, desperto após um pesadelo, me deparo sonolento e impotente pelo que me espera, o abandono pelos meus familiares, a sua traição e por fim , a destruição de todo o que alguma vez conhecerá todos os seres envoltos em terror e desespero peço regressar a aqueles dias em que uma vez fui um simples e normal adolescente.
Leer másO choro era baixo.Irregular.Como se a pessoa que chorava estivesse tentando não fazer barulho, mas não conseguisse impedir as lágrimas.Haruki permaneceu imóvel por alguns segundos.Seu coração ainda batia rápido por causa da luta. As ondas invisíveis ao redor dele tremiam suavemente, reagindo à adrenalina que ainda percorria seu corpo.Tum.Uma vibração leve atravessou o chão.Haruki imediatamente inspirou fundo, tentando se acalmar.Se ele se aproximasse daquele som com o coração acelerado…Poderia assustar quem estivesse ali.Ou pior.Machucar.Ele fechou os olhos por um momento.Respira.Lento.Seu peito subiu devagar.Soltou o ar pela máscara com cuidado.As vibrações ao redor diminuíram.Então ele caminhou.Passo.Silencioso.Outro.Muito leve.Ele seguiu a direção do choro, desviando de carros destruídos e pedaços de concreto. Cada movimento era calculado. Cada passo era quase uma dança silenciosa entre os destroços.O choro ficou mais claro.Mais próximo.E então ele a viu.
O chão vibrou novamente.Desta vez, Haruki teve certeza de que não era imaginação.Ele permaneceu imóvel no meio da rua destruída, os olhos atentos enquanto a poeira fina sobre o asfalto tremia em pequenas ondas circulares.Algo estava se movendo.Algo pesado.Algo vivo.Os passos eram lentos, mas cada impacto contra o solo carregava uma densidade que o corpo de Haruki conseguia sentir antes mesmo de ouvir.Tum.A vibração viajou pelo concreto.Tum.Vidros partidos próximos tremeram.Haruki inspirou lentamente.Seu instinto gritava para correr.Mas outro pensamento o atravessou imediatamente.Som.Se corresse…Faria barulho.Se fizesse barulho…Aquilo saberia exatamente onde ele estava.Ele fechou os olhos por um segundo, forçando o próprio coração a desacelerar.Calma.Respira.Seu peito subia e descia lentamente sob a camisa de mangas compridas. As linhas de energia escondidas sob o tecido pulsaram suavemente, respondendo ao ritmo de seu coração.Mais um passo ecoou na distância.Ma
O silêncio da cidade destruída era estranho.Não era o silêncio natural da madrugada, nem o silêncio confortável de um quarto vazio. Era um silêncio pesado, quebrado apenas pelo estalar ocasional de metal se ajustando entre os escombros e pelo vento que atravessava as ruas vazias.Haruki caminhava devagar.O capuz cobria parte de seus cabelos vibrantes, e a máscara escondia sua respiração. Mesmo assim, pequenas ondas quase invisíveis ainda se espalhavam ao redor dele a cada passo.Ele já sabia agora.O som não estava fora dele.Estava nele.Ele parou no meio de uma rua larga. Carros destruídos estavam espalhados como brinquedos quebrados, e um prédio ao fundo continuava soltando fumaça escura.Haruki fechou os olhos.Respira.O ar entrou devagar em seus pulmões.Por um instante, nada aconteceu.Então, quando ele soltou o ar…O chão vibrou levemente.Ele abriu os olhos.— Ainda… — murmurou em pensamento.A máscara abafou a palavra, mas mesmo assim uma pequena ondulação atravessou o ar
Os escombros ainda fumegavam.Haruki caminhava sem direção, os passos leves demais para alguém que atravessava as ruínas da própria infância. O chão estava coberto de vidro partido, concreto rachado, memórias espalhadas em fragmentos. Cada pedaço refletia o céu cinza em ângulos distorcidos, como se o mundo estivesse tentando se lembrar de como era inteiro — e falhando.Ele não sentia dor.Sentia deslocamento.Como se estivesse atravessando um sonho que não lhe pertencia.Então ele parou.Não foi por cansaço.Foi por estranhamento.Algo na lateral da rua refletiu movimento.Uma vitrine quebrada, inclinada contra uma parede parcialmente destruída, ainda mantinha um pedaço de vidro intacto. Pequeno. Rachado. Mas suficiente.Ele viu alguém ali.E demorou segundos demais para entender que era ele.A figura refletida tinha a mesma silhueta esguia, juvenil — aquela leveza quase etérea que sempre fizera com que parecesse mais sombra do que corpo. Mas havia algo diferente.Algo errado.Seus ca
Último capítulo