O despertador tocava às seis da manhã. Haruki abria os olhos com calma, sem pressa, como se cada dia fosse um presente ainda embrulhado que ele teria de descobrir. O quarto, agora seu, era pequeno mas carregado de uma paz que nunca conhecera antes: paredes claras, cortinas leves que deixavam a luz entrar, uma estante com livros e cadernos de música, e, na mesa ao lado da cama, o violino que ele voltara a tocar depois de tantos anos.
A primeira coisa que fazia era preparar o café da manhã. O c