Dentro do caminhão, o ar parecia mais denso a cada metro percorrido.
Não era apenas o calor — era como se algo invisível pressionasse os pulmões de todos, exigindo mais esforço a cada respiração. O espaço era estreito demais para tantas pessoas, mas ninguém reclamava. Ninguém se movia. Cada corpo permanecia rígido, tenso, como se qualquer gesto pudesse provocar algo irreversível.
Haruki sentia o próprio coração bater contra as costelas com força excessiva, irregular. O som do motor vibrava pelo