A casa estava silenciosa.
O tipo de silêncio que não vem apenas da ausência de ruído, mas da ausência de movimento interno. Um silêncio que mora no corpo. Madeleine subiu devagar os degraus de madeira do chalé, sentindo o rangido suave sob os pés. Lá fora, o vento do fiorde batia baixo, como se até ele, hoje, estivesse cansado.
Ela caminhou até o banheiro e acendeu a luz amarelada. O espelho estava ligeiramente embaçado pela condensação do aquecedor. Passou a mão no vidro, traçando um semicírcu