O chalé estava diferente. Não apenas mais arrumado — estava vivo. Sobre a estante, livros empilhados de forma irregular, alguns de arquitetura, outros de romances que encontrara na pequena livraria do centro. Na mesa de canto, um vaso com flores secas que Emil trouxera “para decorar como hotel chique”. Ao lado da poltrona, uma manta felpuda dobrada com precisão e, na parede acima da lareira, uma fotografia discreta: ela e Beatrice no parque, tirada anos antes, quando tudo ainda parecia possível