(Isabella)
Atravessei as portas de vidro do prédio como se estivesse entrando em uma arena. Cada passo, eu sentia os olhares sobre mim, podia quase ouvir os sussurros se formando antes mesmo de eu passar. Vi duas secretárias do financeiro pararem de conversar abruptamente, seus olhos me seguindo com uma curiosidade mórbida. A cena lá fora não tinha sido discreta. Para eles, eu era a esposa infiel, a mulher que recebia flores de um amante na porta da empresa do marido. A "mulher qualquer" que