Mundo ficciónIniciar sesiónEla sabia que não deveria desejar os próprios chefes. Mas nunca foi boa em obedecer regras. Serena sempre teve controle da própria vida — até cruzar o caminho de León e Nikolai. Dois homens dominantes. Dois alfas acostumados a mandar. Dois perigosamente irresistíveis. Em Las Vegas, uma noite é tudo o que basta. Entre provocações afiadas, olhares possessivos e uma tensão que queima sob a pele, Serena descobre que ser desejada por dois homens ao mesmo tempo não é fantasia… é incêndio. Eles não dividem apenas negócios. Dividem poder. Dividem mulheres. E agora… querem dividir ela. Mas entrar nesse jogo significa aceitar regras claras: Sem promessas. Sem futuro. Só prazer. Intenso. Cru. Viciante. O problema? Algumas noites deixam marcas. E algumas consequências não podem ser ignoradas. Em Vegas, o pecado é opcional. A tentação… não.
Leer más8 de dezembro
— Desgraçados!
A pequena mulher atravessava a casa como um furacão, o sangue latino herdado de sua madre queimando nas veias. Parou no meio da sala e começou a andar de um lado para o outro no espaço apertado, incapaz de acreditar no que estava escrito no maldito papel sobre a mesa.
— M****a… m****a de vida! O que faço agora, senhor Theo?
Seus olhos encontraram o cachorro, que a observava com a serenidade irritante de quem não carrega o peso do mundo nas costas. Ele esticou as patas, bocejou longamente e voltou a apoiar a cabeça no sofá — indiferente ao apocalipse pessoal de Serena.
— Madre vai me matar assim que souber disso… Como pode ser tão burra, Serena?!
Com ódio, amassou o papel nas mãos até que ele se tornasse apenas uma bola disforme. O corpo perdeu força e deslizou até o sofá, caindo ao lado do velho labrador caramelo.
O que acontece em Vegas fica em Vegas, docinho.
A lembrança das vozes invadiu seus ouvidos como um sussurro amaldiçoado. Seu corpo inteiro reagiu. Como pôde acreditar que aquilo terminaria bem? O que era para ser apenas curiosidade virou incêndio. E o incêndio deixou cinzas. Eternas.
A raiva tentou esmagar as sensações que ainda vibravam sob sua pele. Tentou se levantar. Tentou ignorar. Mas seu próprio corpo a traiu outra vez.
Ela ainda sentia.
O cheiro.
A colônia amadeirada misturada ao almíscar invadia suas narinas como se ele estivesse ali. Os olhos felinos, azuis e quentes, fundidos ao rosto quadrado e másculo. Os fios grisalhos discretamente misturados ao negro no corte militar impecável.
León Volkov.
Na outra ponta da lança que atravessara seu destino — temperada com tequila e morangos — estava o perfume igualmente amadeirado de Nikolai Volkov. O maldito deveria ser proibido de sair às ruas usando aquela colônia que faria uma freira arder sob a própria bata. Seus olhos negros, profundos e dominantes, contrastavam com a pele clara e os cabelos escuros como a noite. Quando pousaram sobre ela daquela maneira… Serena quis chorar.
Porque não era só desejo.
Era poder.
Era domínio.
Era promessa.
E a cereja do bolo? A maldita calcinha molhada. Sua vagina safada, pulsando curiosidade alimentada por três anos de boatos sussurrados pelos corredores da empresa. O desejo secreto pelos homens implacáveis. Pela forma como comandavam salas, pessoas, decisões.
Ela se odiava por ter sido tola.
Devia ter sido apenas uma despedida. Apenas sexo. Apenas uma farra inconsequente para marcar o fim dos três longos anos de estágio na Empresa Volkovs.
Mas não.
Ela misturou o coração.
— Cabrones de M****A!
A lágrima solitária escorreu por seu rosto enquanto sentia o coração — remendado caquinho por caquinho ao longo dos anos — partir-se novamente.
— Fui uma grande tola, senhor Theo… Por que fui esquecer a porcaria do anticoncepcional?
O velho labrador empurrou a grande cabeça para o colo dela, esfregando o focinho em sua barriga, os olhos grandes e silenciosos oferecendo o único consolo possível naquele momento devastador.
(...)
Serena:
Não havia como eu não me sentir maravilhada.
Participar da anual Conferência de Expansão de Empresas era o tipo de oportunidade que mudava destinos. Três dias antes, eu saí da sala de Benjamin Volkov com as pernas bambas. O poderoso homem — um dos três pilares da Volkovs — havia comunicado que eu participaria naquele ano.
Eu.
Uma simples estagiária em Administração Empresarial Civil.
Era meu maior sonho: estar diante de gigantes multibilionários, empresas em ascensão, tubarões do mercado. Mas, acima de tudo, era vestir o crachá da Volkovs — uma das maiores no ramo da construção civil — e saber que eu fazia parte daquilo.
Eu sabia que não fui a primeira escolha. Nem a segunda. Talvez fosse a escolha do desespero. A maioria dos funcionários estava se recusando a viajar com León e Nikolai.
Os carrascos.
Os dois pilares ao lado de Benjamin.
A fama deles corria pelos corredores como vento gelado. Secretárias saíam chorando das salas em menos de um minuto. Funcionários evitavam contato visual. Estar entre os dois implacáveis era um teste de resistência.
Mas eu não podia recusar.
Encerrar meu estágio com aquela viagem seria fechar com chave de ouro. Alavancaria minha graduação. Abriria portas. Me daria poder.
Eu iria.
Com força.
Com fé.
Mesmo sabendo que dividir espaço com aqueles dois homens seria muito mais do que um teste profissional.
Eu ainda lembrava da primeira vez que os vi.
Três anos atrás.
León passou por mim como um tanque em movimento. Alto — quase um metro e noventa e sete de pura presença —, cerca de trinta e dois anos, semblante fechado. O cheiro de almíscar chegou antes mesmo que eu o encarasse de frente.
Minha vagina literalmente aplaudiu.
Ele usava jeans ajustado, camisa preta sob uma jaqueta de aviador marrom. Os braços e as costas largas denunciavam horas e horas de trabalho pesado. O corte militar reforçava a mandíbula firme. O traço fechado.
Ele olhou para mim.
Por segundos.
Olhos azuis.
Felinos.
Cruéis.
Profundos o suficiente para que eu jurasse que ele podia ler cada pensamento indecente que atravessava minha mente.
Eu não era uma freira recatada. Mas também não tinha uma vida sexual agitada. Perdi minha virgindade no colegial, num namorico que terminou quando ganhei bolsa para a faculdade e ele não. Depois vieram alguns beijos e amassos em bancos traseiros no estacionamento da biblioteca.
Nada memorável.
Nada arrebatador.
Eu era curiosa. Extremamente saudável sexualmente. Mas minha carreira sempre falava mais alto.
No segundo semestre, conheci Octor. Inteligente de forma admirável. Nós conciliávamos amizade e necessidade física. Era prático. Funcional. Sem paixões avassaladoras.
Mas ali… naquele corredor… diante daquele homem…
Eu nunca tinha sentido aquele tipo de calor.
Para mim, aos vinte e dois anos recém-completados, ele era testosterona em forma humana bagunçando minha libido.
Seus olhos se desviaram.
E então a porta se abriu novamente.
Nikolai Volkov surgiu usando um terno Armani negro impecável. Caminhava enquanto falava ao telefone, postura relaxada e mortalmente confiante. Eu praticamente ronronei ao ver sua grande mão sair do bolso da calça enquanto ele checava o relógio.
Cada detalhe atlético era cruel.
Cabelos negros como a noite. Pele clara. Sobrancelhas marcadas. Olhos negros intensos. Nariz fino e imponente. E aquela boca…
Deus.
Eu poderia ser devorada por aquela boca sem nenhuma reclamação.
Meu olhar desceu pelo corpo alto, perfeitamente alinhado. Parecia ter acabado de sair de uma revista GQ. A calça social não escondia completamente o volume adormecido.
Desejei ter visto mais paus na vida.
Os dois que conheci pessoalmente eram decepcionantes. Em uma escala de zero a dez para me fazer gozar, Octor receberia um três. O outro… melhor nem comentar.
Mas aquele homem?
Eu imaginava.
Imaginava-me diante dele.
Aceitaria até fazer anal — como aceitei com meu amigo — só para saber como seria sentir algo diferente. Meu rosto queimava com a ideia. Eu gostava de imaginar. Mesmo que, junto ao prazer, viesse a dor.
E como sempre, curiosa…
Eu queria descobrir.
Nikolai:— Senõr... Senõr, León! — ela reclamava enquanto eu caminhava. Vi León parar à nossa frente, abrindo espaço. — Nikolai me mordeu! Isso é crime! Não pode me morder. Eu fiz o que me pediram, deixei todo o meu serviço pronto. Não admito ser tratada assim!Vi os olhos azuis dele se fecharem... estava furioso; e, logo, um sorriso se ergueu em seus lábios ao olhar para mim. Estava feito, decidido apenas com um olhar. Iríamos à farra naquela noite: ela teria uma lição, e nós dois, um pouco de paz e muito prazer.Mudança de planos!— Não devia se preocupar com a mordida, docinho... O que planejo para você é um pouco pior!— Cabrones de mierda! No puede ser justo! Hijos de puta!— Não, cariño, isso é muito justo... — Alisei seu rabo redondo, soltando um tapa forte assim que me recordei da maldita imagem dela entre aqueles bastardos. — Não gostou de como ficou amparada por dois machos?Todos olhavam para nós enquanto caminhávamos com a pequena malfeitora sobre meus ombros, gritando ins
Nikolai:— O estágio dela está acabando. Verifiquei todas as informações; ontem à noite estava sem sono. — Ele levou a bebida à boca, voltando os olhos aos meus. — Ela só tem mais alguns dias. A verdade é essa: quando voltarmos, ela pode já ser liberada. Estou precisando de uma secretária administrativa. Achei que talvez ela se encaixasse.Olhei para ele por um segundo. León tinha o mesmo pensamento que o meu. Por mais infernal que ela fosse — e nós fôssemos com ela —, não queríamos ver a pequena diaba longe.— Secretária? — Analisei a proposta. — O que vamos fazer com a Fran?— A verdade é que ela não é a melhor secretária do mundo... E hoje, depois do almoço, ver toda a meticulosidade do trabalho que foi apresentado foi o suficiente. Creio que não foi bem a Fran que andou fazendo nossos relatórios. Pense: ela ficaria entre nossas portas. Poderíamos ter uma boa secretária para nós dois. Ela é esperta, seria bom.— É... seria. Talvez.Imaginar toda manhã ser recebido pela pequena diab
Serena:Me perdi rindo diante de tantas luzes e vidas que vibravam dentro do cassino — o som das máquinas de jogatina, os gritos de alegria e raiva dos jogadores. Tudo me fazia sentir mais liberta, conforme eu desfilava, olhando tudo com curiosidade.Peguei uma ficha no balcão, depositei na grande máquina e puxei a alavanca. O som alto explodiu, piscando suas luzes, misturando-se ao cair dos pares de jogo.— Mierda!Resmunguei quando a grande máquina me mostrou que não saiu nada em par.— Sabe como diz o ditado... — Eu me virei, olhando para a senhora alegre que ia depositando fichas na máquina ao lado. — Azar no jogo, sorte no amor, pequena.Sorri, balançando a cabeça em negativo. Definitivamente, eu não tinha sorte no amor.— Creio que no... Sou azarada em tudo... — minha voz saiu doce para a senhora que ria.— Dedo podre?— Creio que sí.— Sei como é, também tenho. Por isso eu só jogo. — A mulher depositava mais fichas, dando de ombros.— Um drinque, senhorita? — A linda garçonete
Nikolai:E, desde então, percebemos a preferência que tínhamos por mulheres baixas e roliças, com pele de chocolate e sangue quente, em nossas camas. A maldita garota tinha me infernizado a ponto de me fazer, toda vez que eu tomava uma mulher de quatro, ver apenas o seu belo traseiro redondo. Eu sabia que a peccato estava fora do meu limite.Uma mulher para aceitar o que eu e León estávamos procurando tinha que ser mansa, calma, para aturar o poder de nós dois, tanto na cama como fora; principalmente, León. Ele tinha um gênio dominante, gostava do controle e da calmaria, e a pequena de boca atrevida era tudo, menos calma e submissa.Tínhamos conversado sobre voltar a ter alguém. Já tivemos, cada um, nossas experiências com mulheres — sozinhas, no caso —, mas era agradável imaginar alguém para retornar, alguém que nos esperasse. E aquela criatura diabólica com certeza estaria perdida em nossas mãos.Mas eu gostava de como também podia tirá-la do sério. As palavras em espanhol que saíam
León:A pequena estagiária gananciosa não era diferente de Harley.Queria subir.Mais.Sempre mais.Não queria ser apenas a estagiária.Havia algo naquela ambição que eu reconhecia. E, se fosse honesto, admirava. A gana. A inteligência afiada. A forma como ela lia cenários e os manipulava.Mas eu também sabia o outro lado disso.Ambição demais vem acompanhada de veneno.Mulheres como Serena e Harley eram cobras perigosas.E por mais que meu pau estivesse curioso — desejando sentir aquelas mãos novamente, desta vez sem tecido no caminho — eu manteria uma puta distância daquela diaba ambiciosa.Eu aprendi.Eu paguei o preço.Ainda sentia.Lembrei da primeira vez que realmente foquei nela.Não apenas como funcionária.Mas como mulher.Eu havia pedido documentos no almoxarifado horas antes. Nada. Nenhuma estagiária apareceu. Nem secretária. Ninguém.Meus passos ecoavam pesados pelo corredor. Passei pelos boxes, todos concentrados. E então ouvi.Uma risada.Alta.Solta.Viva.O som vinha d
León:— Lhe mandaremos nossa resposta logo que chegarem a Chicago, senhor Volkovs…Chien, filho e diretor geral da Hartmann Na, apertava meus dedos com firmeza diplomática enquanto eu inclinava levemente o corpo em respeito a ele e ao pai. O gesto era formal. Controlado.Mas meu foco não estava na negociação naquele momento.Estava nela.A pequena diaba tinha sido um gênio criminoso naquela mesa. Deslizou os papéis por baixo como se fosse apenas mais um ajuste de protocolo, mas eu senti.Senti os dedos dela roçarem minha coxa.Não foi acidente.Ela deixou a ponta dos dedos arranhar levemente o tecido do meu terno antes de soltar os documentos.Eu observei sua reação.As pupilas dilataram.O peito subiu rápido demais.Ela tentou manter a expressão neutra, profissional.Eu quase sorri.Retirei os papéis de suas mãos lentamente. Devagar o suficiente para vê-la engolir em seco.Peccato.A pequena estagiária se mostrava mais ardilosa do que eu havia previsto.Manipulou os alemães como se e





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