Mundo ficciónIniciar sesiónQuando tinha apenas dezoito anos, Giulia Castarelli desapareceu de Valmora. Filha de uma família poderosa, ela estava prestes a ser vendida em um casamento de conveniência milionário. Mas Giulia se recusou a se tornar moeda de troca. Na noite antes do acordo ser firmado, ela fugiu e apagou sua identidade, passando a viver escondida como Irmã Clara no silencioso Convento de Montelari. Durante três anos, ninguém soube onde a herdeira desaparecida estava. Até que um homem poderoso cruza seu caminho. Alessandro Moretti, um CEO frio e implacável, perdeu a esposa e se tornou um homem distante de tudo — até mesmo da própria filha. Quando sua pequena Elisa cria um forte vínculo com a misteriosa noviça do convento, Alessandro passa a desconfiar das intenções daquela mulher aparentemente inocente. Mas ao investigar o passado dela, ele descobre um segredo explosivo:Irmã Clara é, na verdade, Giulia Castarelli — a noiva fugitiva de um escândalo milionário. Agora Alessandro tem uma proposta cruel. Ele precisa de uma esposa para manter sua imagem perfeita diante do mundo…e ela precisa continuar escondida da família que tentou vendê-la. A solução? Um casamento por contrato. O problema é que viver sob o mesmo teto com um CEO poderoso, uma criança carente de amor e um passado cheio de segredos pode transformar um simples acordo em algo muito mais perigoso. Porque quanto mais tempo passam juntos, mais difícil se torna ignorar a verdade: talvez o coração de uma noviça fugitiva seja a única coisa capaz de quebrar o gelo de um CEO que esqueceu como amar.
Leer másGiulia permaneceu alguns segundos em silêncio depois de dizer aquelas palavras. Eu vim de Valmora. Como se o próprio corpo ainda precisasse aceitar que finalmente estava começando a abrir uma porta que passou anos tentando manter fechada. A madre não interrompeu. Permaneceu sentada diante dela, as mãos delicadamente apoiadas sobre o colo, esperando no tempo de Giulia. E talvez fosse exatamente por isso que ela conseguiu continuar. Ela respirou fundo lentamente antes de começar. — Quando eu tinha quase nove anos, meu pai morreu. A voz saiu baixa. Distante. Como se parte dela estivesse voltando para aquele tempo enquanto falava. — Até então… minha vida era boa. Os olhos dela se perderam por um instante na janela iluminada da sala. — Nós éramos uma família muito feliz. Um pequeno sorriso triste apareceu rapidamente. — Meu pai era extremamente presente. Ele trabalhava muito, mas parecia sempre encontrar tempo pra mim. Eu lembro dele me levando pra escola, me ensinando piano
A madre caminhou ao lado de Giulia pelos corredores antigos do convento em silêncio por alguns minutos. O som baixo dos passos ecoava suavemente pelo piso antigo enquanto algumas irmãs passavam carregando livros, cestos de roupas ou acompanhando crianças pequenas no começo da rotina da manhã. A paz daquele lugar parecia envolver tudo. Os corredores claros iluminados pela luz dourada do início do dia, o cheiro de pão fresco vindo da cozinha principal, as flores espalhadas pelos pequenos vasos perto das janelas altas. Giulia sentia o peito apertar a cada lembrança. Porque durante três anos aquele lugar tinha sido casa. Mais do que qualquer outro lugar antes. A madre abriu a porta da própria sala devagar. O ambiente era acolhedor exatamente como Giulia lembrava. Estantes enormes de madeira ocupavam boa parte das paredes, cheias de livros antigos, fotografias das crianças do internato e pequenos objetos religiosos. Havia uma janela grande com vista para os jardins internos
Os primeiros raios de sol atravessavam os vitrais altos da capela quando Giulia entrou no convento. O lugar parecia exatamente igual. E talvez fosse por isso que o peito dela apertou tanto. O convento ficava afastado da cidade, escondido entre árvores antigas e jardins cuidadosamente mantidos pelas irmãs. O caminho de pedras claras levava até a construção principal de arquitetura antiga, paredes em tons claros já desgastadas pelo tempo e janelas enormes adornadas por trepadeiras verdes que subiam lentamente pelas paredes. Ali tudo parecia desacelerar. O som do mundo ficava distante. Os passos suaves das freiras pelos corredores, o canto dos pássaros nos jardins internos, o cheiro de café fresco misturado ao perfume delicado das flores cultivadas pelas irmãs. Paz. Uma paz que Giulia não sentia fazia muito tempo. Ela tinha saído cedo justamente por isso. Porque sabia que a rotina ali começava antes do nascer completo do sol. As orações da manhã, os cuidados com as crianças, a
Alessandro desceu para o café no horário de sempre na manhã seguinte. Apesar da noite terrível. Apesar de praticamente não ter dormido. Apesar da cabeça pesada pelo álcool, pela discussão e pelo silêncio insuportável daquele quarto vazio. A rotina da casa seguia normal mesmo assim. O cheiro de café fresco preenchia a sala de jantar, a luz da manhã atravessava as janelas enormes e Elisa já estava sentada na cadeira balançando as pernas pequenas enquanto desenhava distraidamente num guardanapo. Berenice tomava café ao lado dela, calma como sempre. As duas levantaram os olhos quando Alessandro entrou. — Bom dia! Elisa abriu um sorriso imediato. Aquela cena tinha se tornado parte da vida dele. A mesa. A criança. Giulia. Os cafés tranquilos. A sensação de casa. Mas agora faltava ela. Alessandro se aproximou e beijou o topo da cabeça de Elisa antes de cumprimentar Berenice rapidamente. Tentando parecer normal. Funcionando. Mas o olhar correu automaticamente pela sala pro





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