Mundo de ficçãoIniciar sessãoQuando tinha apenas dezoito anos, Giulia Castarelli desapareceu de Valmora. Filha de uma família poderosa, ela estava prestes a ser vendida em um casamento de conveniência milionário. Mas Giulia se recusou a se tornar moeda de troca. Na noite antes do acordo ser firmado, ela fugiu e apagou sua identidade, passando a viver escondida como Irmã Clara no silencioso Convento de Montelari. Durante três anos, ninguém soube onde a herdeira desaparecida estava. Até que um homem poderoso cruza seu caminho. Alessandro Moretti, um CEO frio e implacável, perdeu a esposa e se tornou um homem distante de tudo — até mesmo da própria filha. Quando sua pequena Elisa cria um forte vínculo com a misteriosa noviça do convento, Alessandro passa a desconfiar das intenções daquela mulher aparentemente inocente. Mas ao investigar o passado dela, ele descobre um segredo explosivo:Irmã Clara é, na verdade, Giulia Castarelli — a noiva fugitiva de um escândalo milionário. Agora Alessandro tem uma proposta cruel. Ele precisa de uma esposa para manter sua imagem perfeita diante do mundo…e ela precisa continuar escondida da família que tentou vendê-la. A solução? Um casamento por contrato. O problema é que viver sob o mesmo teto com um CEO poderoso, uma criança carente de amor e um passado cheio de segredos pode transformar um simples acordo em algo muito mais perigoso. Porque quanto mais tempo passam juntos, mais difícil se torna ignorar a verdade: talvez o coração de uma noviça fugitiva seja a única coisa capaz de quebrar o gelo de um CEO que esqueceu como amar.
Ler maisHenrique riu. Dessa vez, de verdade. Conhecia bem o tipo de mulher que Berenice era. Sempre tinha sido. À frente. Livre. Nunca se encaixou no que esperavam dela — e nunca pediu permissão por isso. Já tinha sido julgada mais vezes do que poderia contar, mas nunca deixou de viver do jeito que queria. Ainda assim, sempre esteve presente, firme, cuidando da família. E talvez por isso— ele gostasse tanto dela. — Ah, com certeza… — disse, ainda sorrindo — se a senhora e a Giulia fossem da mesma época na escola, vocês iam ser melhores amigas. Berenice riu, animada. — Eu não tenho dúvida nenhuma disso. No canto da sala, Ana soltou uma risadinha baixa. Do outro lado da mesa— Alessandro ficou mais rígido. Mais atento. Mais incomodado. E Scarlett… cada vez mais deslocada. Henrique apoiou os cotovelos na mesa, confortável. — Mas olha… — começou, leve — muitas das histórias da Giulia não são exatamente apropriadas pra agora. Apontou de leve com o queixo para Elisa. — Não sei
O silêncio caiu sobre a mesa. Denso. Esperando resposta. Giulia percebeu antes de qualquer um. Alessandro ia falar. E ela já sabia exatamente como aquilo terminaria. Então não deixou. — Bom… — começou, com calma — eu era noviça na escola da Elisa. O olhar foi direto para Scarlett. — A gente acabou se aproximando com o tempo. Uma pausa leve. — E eu decidi não seguir com os votos. Simples. — E… bem, aqui estamos. Scarlett soltou uma risada baixa. Nada discreta. Inclinou o corpo levemente na direção de Alessandro, como se compartilhasse algo só com ele. — Nossa… — disse, analisando Giulia de cima a baixo — então é daí que vem esse ar mais… contido. A ponta dos dedos dela encostou de leve no braço de Alessandro. Casual demais para ser casual. — Faz sentido… — continuou, agora olhando pra ele — ela parece bem quietinha, né? O toque permaneceu um segundo a mais. Pequeno. Mas visível. Giulia viu. E, dessa vez— sentiu. Mas não se moveu. Henrique entrou, com natural
Quando Giulia desceu com Elisa, a sala já estava ocupada. Todos reunidos. Esperando. A conversa diminuiu levemente quando elas apareceram, como se alguém tivesse abaixado o volume sem que fosse combinado. Scarlett foi a primeira a olhar. O olhar desceu por Giulia dos pés à cabeça — lento, avaliando… e claramente desdenhoso. Giulia percebeu. Mas não reagiu. Scarlett estava sentada próxima de Alessandro, inclinada na direção dele com uma naturalidade ensaiada demais. O vestido justo, o decote chamando atenção antes mesmo da voz. Ria fácil, falava mais alto do que precisava — e, sempre que podia, tocava nele. No braço. No ombro. Leve. Mas frequente. Aquilo não significava nada. Mas incomodava como se significasse. Giulia ignorou. Ou tentou. — Meu Deus… — Henrique disse, levantando-se ao vê-las. — Que princesa. O olhar dele foi direto para Elisa. E mudou completamente. — Da última vez que eu te vi, você era um bebê. Elisa se escondeu um pouco atrás de Giulia, segurand
— Posso saber o que está acontecendo? A voz saiu controlada. Fria. Mas mais baixa do que deveria. Henrique não se afastou de imediato. Apenas levantou os olhos. E então se levantou. Com calma. Como se não houvesse nada de errado. — Estou esclarecendo alguns detalhes com a minha noiva. O silêncio veio na hora. Giulia virou o rosto. — O quê? Henrique deu um pequeno sorriso. — Na verdade… minha ex-noiva. Alessandro não desviou o olhar. — Eu não estou entendendo. — Eu imaginei — Henrique respondeu, tirando um envelope do paletó. — Eu trouxe o contrato. Estendeu. Alessandro pegou. O olhar desceu. — Foi por isso que você voltou? — Não exatamente. Uma pausa. — Eu estranhei quando o grupo Moretti pagou a multa do contrato de noivado com o meu avô… com a família Castarelli. O nome ficou no ar. — E a minha surpresa foi descobrir que você pagou… porque se casou com a Giulia. Silêncio. Giulia franziu a testa. — Eu ainda não estou entendend










Último capítulo