Mundo de ficçãoIniciar sessãoMaya nunca imaginou que venderia seu próprio destino. Com a mãe doente e o pai afundado em dívidas, ela aceita uma proposta desesperada, assumir o lugar de outra mulher em um casamento arranjado com o poderoso bilionário Josh Kameron. Elizabeth Hayes fugiu para viver seu grande amor, deixando para trás uma aliança milionária que não podia ser quebrada. Para salvar os negócios da família, Maya, idêntica a ela, é transformada na noiva substituta. Para Josh, aquele casamento não passa de um acordo frio entre famílias. Ainda preso a lembranças de um amor que nunca esqueceu, ele trata Maya como uma estranha dentro de sua própria casa. Mas tudo começa a mudar quando a verdadeira noiva retorna, tomada pelo ciúme e disposta a destruir a mulher que tomou seu lugar. Entre humilhações, segredos e jogos de poder, Maya tenta proteger seu coração… até que um acidente deixa Josh em coma e sua poderosa família à beira do colapso. Enquanto todos esperam sua queda, Maya se torna a única pessoa capaz de proteger o império Kameron. E quando Josh finalmente abre os olhos… ele percebe que a mulher que sempre ignorou foi a única que nunca o abandonou. Mas será tarde demais para amar a noiva que ele nunca quis?
Ler maisQuatro anos depois.A mansão Kameron já não parecia tão grande demais. Talvez porque, agora, ela estava cheia de vida.Em um fim de tarde ensolarado, risadas infantis ecoavam pelo jardim. O gramado, antes cenário de conversas tensas e decisões pesadas, agora era território de brinquedos espalhados, carrinhos jogados e um pequeno par de tênis correndo de um lado para o outro.— Aaron! — Maya chamou, rindo, enquanto tentava acompanhar o filho. — Espere, pequeno!O menino de quatro anos correu ainda mais rápido, como se a palavra “espere” tivesse o efeito contrário no cérebro dele.Os cachos escuros balançavam na cabeça, as pernas curtas se movendo com a agilidade típica de uma criança que parece ter energia infinita. Josh observava a cena da varanda, apoiado no corrimão, com um sorriso que misturava orgulho, incredulidade e um amor que ele nunca tinha imaginado sentir com tanta força.Aaron deu mais algumas voltas no jardim, até que finalmente correu na direção dele.— Papai! — gritou,
O tempo tinha um jeito curioso de passar. Algumas fases da vida de Josh e Maya pareciam ter durado uma eternidade, noites no hospital, dias de reunião sob pressão, discussões acaloradas no conselho, embates com pessoas que queriam destruir tudo o que eles estavam tentando proteger.Agora, as semanas pareciam mais suaves. Ainda havia trabalho, problemas, decisões difíceis. Mas, no meio disso tudo, havia também uma novidade que mudava o ritmo de tudo: a gravidez de Maya.A barriga dela já começava a aparecer, um sinal discreto, mas visível, de que algo estava crescendo ali. Em uma tarde de céu alaranjado, eles caminham pelo jardim da mansão. Maya estava com um vestido leve, que deixava a curva sutil da barriga ainda mais evidente.Josh, ao lado, parecia não se cansar de olhar. Em certo ponto do caminho, ele parou e, com cuidado, colocou a mão sobre a barriga dela. O gesto ainda o emocionava.— Eu ainda não acredito que vamos ter um filho — ele disse, a voz baixa, quase num sussurro, co
Os dias na mansão Kameron tinham encontrado um ritmo quase previsível.Trabalho, almoços em família, reuniões, jantares tranquilos, caminhadas no jardim. Depois de tanto caos, essa previsibilidade era, para Maya, um presente.Mas, nas últimas semanas, algo começou a fugir desse padrão. Nada dramático. Apenas pequenos sinais.Um cansaço insistente que não passava, mesmo depois de uma noite inteira de sono. Uma tontura leve quando subia a escada rápido demais. Uma sensação estranha de que alguma coisa estava… diferente no corpo. No começo, ela ignorou.— Deve ser só o ritmo mesmo — dizia para si mesma. — Empresa, família, preocupações… é normal.Mas, como toda boa mãe e sogra, as duas mulheres mais experientes da casa não deixaram passar.Numa manhã, enquanto Maya tentava tomar café e revisar alguns e-mails ao mesmo tempo, a mãe dela a observava da bancada.— Você está pálida — comentou. — E esse bocejo aí… parece que não dorme há três dias.— Mãe, eu dormi bem — Maya respondeu, forçan
Os meses seguintes passaram sem urgências nem sirenes emocionais. Na mansão Kameron, a rotina finalmente tinha aprendido a andar em um ritmo mais leve. A empresa prosperava, relatórios vinham com gráficos ascendentes, reuniões terminavam com apertos de mão firmes em vez de suspiros preocupados. O sobrenome que, por um tempo, tinha sido sinônimo de escândalo, agora voltava a ocupar seu lugar de peso no mercado por um motivo diferente: estabilidade e crescimento.Dentro de casa, a atmosfera também era outra.Os pais de Maya já tinham se acostumado com o tamanho exagerado da mansão. O pai ainda resmungava sobre “luxo demais pra gente simples”, mas fazia isso sentado em uma poltrona confortável, assistindo a um jogo em uma televisão enorme. A mãe gostava de caminhar pela cozinha com Ingrid, trocando receitas e histórias, enchendo o lugar de um tipo de calor que antes não existia ali.Era uma noite tranquila. O céu estava limpo, e pequenas luzes distribuídas pelo jardim iluminavam o cami





Último capítulo