Início / Romance / O CEO e a Noviça Fugitiva / Capítulo 6 - Quem Sou Eu?
Capítulo 6 - Quem Sou Eu?

O carro parou diante de um prédio imponente.

Alto.

De vidro e aço, com linhas modernas que refletiam as luzes da cidade naquela hora da noite.

A fachada parecia quase infinita, subindo em direção ao céu escuro, iluminada por pontos de luz branca que destacavam cada detalhe da arquitetura.

Era o tipo de lugar que não passava despercebido.

O tipo de lugar que dizia, sem precisar de palavras:

poder.

Giulia levantou o olhar, impressionada.

Os olhos percorreram toda a extensão do prédio.

Era gigantesco.

Frio.

Intocável.

— Onde estamos? — perguntou, ainda olhando para cima.

— No meu escritório — respondeu Alessandro, com naturalidade.

Ela virou o rosto para ele.

— Aqui?

— Vamos discutir o contrato lá em cima.

Como se fosse a coisa mais simples do mundo.

Giulia voltou a encarar o prédio.

Um homem com aquele nível de poder…

Com aquele tipo de dinheiro…

Poderia destruir a vida dela se quisesse.

E ela sabia disso.

O estômago dela se apertou.

Ela levou a mão à porta, pronta para sair.

— Espere.

A voz dele a fez parar.

Ela virou o rosto, já irritada.

— O que foi agora?

O olhar de Alessandro percorreu lentamente o corpo dela.

Parando no hábito.

— Você não vai subir assim.

Giulia franziu o cenho.

— Assim como?

— Com essa fantasia.

O silêncio caiu pesado.

— O hábito não é uma fantasia não é uma -fantasia.

— Eu sei.

Uma pausa.

— Mas você é uma falsária.

O olhar dele não vacilou.

— Então, no seu caso… é.

Ela apertou a mandíbula, segurando a resposta.

Alessandro pegou a mochila.

— Troque-se.

— O assistente comprou. Lorenzo.

Ela pegou a mochila.

Alessandro e Lorenzo saíram do carro.

Giulia ficou sozinha.

O interior do carro parecia menor agora.

Mais sufocante.

Ela tirou o hábito devagar.

O tecido escuro escorregou pelos braços.

Pesado.

Como se estivesse arrancando uma parte de si.

Vestiu o jeans.

A blusa preta.

Prendeu o cabelo.

Simples.

Sem identidade.

Quando terminou, respirou fundo e saiu.

Alessandro a avaliou rapidamente.

— Vamos.

Eles entraram no prédio.

E, no instante em que Giulia atravessou a porta de vidro, o mundo pareceu mudar.

O hall era enorme.

Amplo.

Silencioso.

O piso de mármore claro refletia a luz das luminárias modernas no teto, criando um brilho frio e elegante.

Colunas altas se estendiam até o teto, perfeitamente alinhadas.

Havia poucas pessoas ali — homens de terno, falando baixo, passando com pressa.

Tudo parecia organizado.

Controlado.

Caro.

Muito caro.

O som dos passos ecoava suavemente pelo espaço.

Giulia caminhava ao lado de Alessandro, mas seus olhos não conseguiam parar.

Ela olhava para tudo.

Para o tamanho do lugar.

Para os detalhes.

Para a grandiosidade.

Havia algo quase intimidador naquele ambiente.

Ela se sentia… deslocada.

Pequena.

Como se não pertencesse àquele mundo.

Seu coração ainda batia rápido.

Não só pelo que estava acontecendo.

Mas pelo que aquele lugar representava.

O mundo dele.

E o quanto ele era maior do que ela havia imaginado.

Eles seguiram até o elevador.

As portas se abriram silenciosamente.

Entraram.

E, quando as portas se fecharam, o silêncio voltou.

Giulia ergueu o olhar.

E encontrou seu reflexo no espelho.

Por um instante… não se reconheceu.

Aquela não era Irmã Clara.

Mas também não parecia completamente Giulia.

Antes do convento, tudo era diferente.

O cabelo mais claro.

Iluminado.

Sempre bem cuidado.

Maquiagem leve.

Unhas feitas.

Roupas de grife.

Elegantes.

Seguras.

Agora…

Ela parecia outra pessoa.

Mais simples.

Mais crua.

Mais… vulnerável.

Giulia desviou o olhar.

Porque, pela primeira vez em muito tempo, ela não sabia exatamente quem estava olhando de volta.

Alessandro entrou no escritório sem diminuir o passo.

O ambiente era amplo, elegante, com uma parede inteira de vidro revelando a cidade iluminada lá embaixo.

Ele caminhou até a mesa e apoiou as mãos sobre ela por um instante.

Depois se virou para Giulia.

— Sente-se.

O tom não era alto.

Mas não deixava espaço para recusa.

Giulia hesitou por um segundo.

Depois puxou a cadeira e se sentou.

Alessandro lançou um olhar breve para Lorenzo.

— Lorenzo.

O assistente já estava ao lado da mesa, atento.

— Imprima um novo contrato.

Lorenzo apenas assentiu.

— Sim, senhor.

Alessandro voltou o olhar para Giulia.

Os olhos frios.

Calculistas.

— Depois da sua tentativa de fuga…

Ele fez uma pequena pausa.

— Acho que podemos concordar que confiança não é exatamente o ponto forte da nossa relação.

Giulia manteve o olhar firme, mas não respondeu.

Alessandro continuou:

— Então, sim… vou precisar incluir algumas cláusulas adicionais.

Ele se recostou levemente na cadeira.

A expressão tranquila.

— Apenas para garantir que isso não volte a acontecer.

O silêncio caiu entre eles.

E, mais uma vez, Giulia teve a sensação de que estava entrando em algo muito maior do que imaginava.

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