O carro seguiu pela avenida em silêncio, as luzes da cidade refletindo no vidro escuro.
Por alguns segundos, ninguém falou.
Até que Lorenzo soltou, sem olhar para trás:
— Olha… eu acho que você passou dos limites.
O silêncio durou apenas um instante.
— Acho que, para um assistente, você está tendo muita opinião.
A resposta veio fria, sem emoção.
Lorenzo soltou um pequeno riso.
— Não estou falando como assistente.
Fez uma pausa.
— Estou falando como seu amigo.
Alessandro virou o rosto lentamente