Mundo de ficçãoIniciar sessãoNo auge dos seus 20 anos, Elizabeth Marie é doce, forte e determinada, acredita no amor e em pessoas boas. O passado é uma dor que Liz decidiu enterrar bem fundo em sua alma e seguir em frente; ela escolheu abrir espaço para uma nova história, onde ela é livre e ninguém mais pode machucá-la, mas todos os seus planos mudam quando ela conhece Alex Foxy, o filho de um cliente do cassino onde ela trabalha. Alex Foxy, tem 24 anos, é conhecido por ser um homem de poucas palavras e muita atitude; ele sempre consegue o que quer. Cresceu sem a presença do pai, que abandonou esposa e filho à própria sorte. Passando por muitas dificuldades ao longo dos anos, Alex alimentou um ódio mortal e jurou nunca perdoar o pai novamente em sua vida. Mas, 24 anos depois, o homem está de volta, é um milionário poderoso que vai mudar para sempre a vida pacata que Alex tanto se orgulha de ter. Agora, Alex terá que se casar com uma mulher que ele não suporta, a mulher que surgiu em sua porta e, desde então, o provoca e desafia o tempo todo, e ele odeia ser desafiado. O destino tem suas próprias regras e, neste jogo, é ele que irá dar as cartas. Mesmo Alex tentando negar, não é só ódio que ele sente pela mulher que chegou em sua vida virando tudo ao avesso; o desejo de tê-la em seus braços e fazê-la gozar de todas as formas sempre vence no final de cada ameaça. Liz sempre se achou forte, mas perde todas as vezes que a disputa é contra o homem que tomou completamente o espaço do seu coração; ser rejeitada por ele dói, mesmo que no final de cada briga ele não resista em levá-la para sua cama.
Ler maisElizabeth Marie
— Alicia, tem certeza que esse é o endereço certo? — perguntei. Estamos em frente a uma casa pequena. Pequena demais. — É aqui mesmo, Liz. Anda, toca a campainha! — confirmou, depois de olhar o papel em sua mão. Toquei algumas vezes, mas ninguém veio atender. O sol estava muito quente e eu com uma fome monstruosa, só tomei o café da manhã e o relógio marcava meio-dia. O cassino royale, onde trabalho, tem muitos clientes legais. Guillermo Foxy era um deles, ele é bilionário, mas nem parecia, tratava a mim e a Alicia como filhas. Outro dia, ele chegou agindo muito diferente e, infelizmente, por um motivo grave: ele estava doente, descobriu um câncer já bem avançado, não viveria muito, e o último desejo dele era encontrar a esposa e o filho. Gui, era assim que o chamávamos, foi um grande cretino no passado, isso é um fato, mas há erros que podem ser perdoados. Para realizar o último desejo do nosso amigo, Alicia pediu ajuda aos antigos aliados do avô dela, eles são bons, pois não demorou nem um mês para encontrarem o endereço. Sarah e Alex, esses são seus nomes, moram em Chicago. E aqui estamos, tentando contato, mas eu não estava convencida que era o endereço certo. — Alicia, você tem certeza que esse povo mora aqui? Olha essa casa, não é possível que eles moram neste lugar! — falei, mostrando o bairro simples. O Gui tinha tanta grana, era difícil acreditar que sua esposa e filho vivessem tão mal. — O que tem de errado com a nossa casa para ser impossível que ela seja habitada? — Uma voz fria soou atrás de mim. Tinha um misto de raiva e impaciência no seu tom, que me arrepiou sem eu sequer ver quem falou. — Não tem nada de errado com sua casa. Minha amiga está com fome e por isso falou besteira — Alicia respondeu, passando por mim. — Você deve ser o Alex, certo? — Depende de quem está procurando por mim. Se for importante, sou eu; se não for, não estou em casa! — respondeu, tão frio quanto um iceberg. Virei-me para olhar o dono da voz e, caralho! Senti cada célula do meu corpo reagir descontroladamente, o homem era um deus grego. Belíssimo. Ele devia ter uns dois metros de altura, alto pra caramba, ombros largos, músculos marcando na camisa, tão definidos que parecia ter sido desenhados um por um, seus cabelos eram cabelos loiros como o Gui e os mesmos olhos azuis profundos. Ele estava com os braços cruzados sobre o peito e uma cara de quem chupou limão azedo, mas isso só o deixou mais gostoso ainda. E aquela boca, Senhor… eu cheguei ao paraíso! — Eu sou a Alicia e essa aqui — apontou para mim — é a minha amiga Liz. É Elizabeth, mas pode chamá-la de Liz. — Alicia estendeu a mão e ele apertou rapidamente, mas quando eu estendi a minha, ele nem olhou. Voltei com a mão para junto do meu corpo, extremamente envergonhada. — O que você quer comigo? — perguntou, dirigindo-se a Alicia. Ele nem fez questão de nos convidar para entrar. — Nós precisamos conversar com você e com sua mãe. É um assunto importante, você pode nos receber? — Alicia perguntou e depois me encarou. Ela parecia um pouco insegura se teríamos sucesso em nossa missão. — Minha mãe não está em casa, mas pode entrar, ela chegará logo — finalmente ele abriu o portão, mas pela expressão desgostosa, não era o que queria fazer. A simplicidade do lado de fora se estendia para dentro da casa, era tudo muito simples, mas também muito bonito e bem cuidado. Eu até tentei puxar assunto com o deus grego, mas fui vergonhosamente ignorada, ele parecia só enxergar a Alicia, só respondia às perguntas feitas por ela. A mãe dele realmente não demorou muito, entrou pela porta quinze minutos depois. Não foi nem um pouco ruim esperá-la, já que eu estava com uma bela visão à minha frente. Diferente do filho, Sarah era a simpatia em pessoa, nos recebeu muito bem e até nos convidou para almoçar. Eu aceitei imediatamente, estava com tanta fome que acabei repetindo três vezes, todas as vezes que eu servi o meu prato, o gostoso ficou me olhando pelo canto dos olhos. — Muito obrigada, Sarah! Você é ótima, tem mãos de anjo — agradeci com o meu melhor sorriso. — É bom saber que minha culinária é tão apreciada. Pode ficar à vontade para comer mais se quiser — ela me olhou com os olhinhos brilhando. — Não ofereça mais, Sarah, ou ela aceita. Não sei para onde vai tanta comida, essa daí devora três porções enormes e continua magra — Alicia falou, rindo. — Mentira! Sarah, eu não como tanto quanto comi agora, geralmente é um pouquinho menos, eu só exagerei porque estava com muita fome, nós nem almoçamos para esperar por vocês — sorri, observando a mulher simpática. Gostei dela. — Eu sinto muito pelo atraso — respondeu ela, sorrindo de volta. Ela sorriu, mas o filho dela fechou mais a cara e ainda revirou os olhos. Sarah ficou super emocionada quando falamos o motivo da nossa visita. Ela chorou muito e, pela sua reação, já deu para saber que, assim como o Gui, ela também continuava apaixonada. Nossa missão seria muito fácil se fosse só ela a ser convencida, porém foi muito difícil, Alex guardava um ódio mortal do pai. E para o meu azar, o que o homem tem de gostoso, também tem de frio, mal-educado e grosso. Quando tentei conversar com ele, o danado me jogou para fora da sua casa.IZABELLY Encarei o homem ao meu lado e não tinha palavras para responder. Seu sorriso, que era uma mistura de sarcasmo e malícia, só me deixava mais constrangida. Ele estava mesmo dizendo que ia me ajudar a tomar banho? Não, isso não deveria acontecer. De repente o dia em que nos beijamos no hotel, aconteceu há apenas uma semana, mas com tudo que veio depois, parecia uma memória muito distante. Eu queria viver bem com ele. Já até cometi o vexame de fazer uma declaração, agora vejo aquela cena tal qual uma piada — que se tornava mais engraçada quando sua resposta foi um belo fora. Ainda estava perdida em pensamentos quando sua boca tomou a minha, seus lábios sugaram os meus com fome. Minha resposta — impulsiva, talvez, eu não estava preparada para isso — o incentivou a aumentar a intensidade, eu mal conseguia manter minha mente sã, enquanto sentia sua língua dominar o espaço da minha boca. Suas mãos seguraram com cuidado minha nuca, mantendo minha cabeça firme enquanto sua boca esm
A enfermeira bateu à porta, ela veio trocar o curativo. — Vamos tirar isso, você já pode começar a se alimentar, mas só alimentos moles, fáceis de mastigar e engolir — a mulher avisou, enquanto tirava o acesso intravenoso da mão. Izzy limitou-se a mover a cabeça, concordando. Enquanto a faixa era removida do seu pescoço, ela evitou meu olhar. Aquele corte cheio de pontos no seu pescoço e a tranquilidade com que agiu, sem expressar nenhuma dor, enquanto era tratado, só me deixou mais irritado. Respirei fundo, tentando dispersar as imagens daquele maldito vídeo, das palavras dela, confessando aquele absurdo. — Pronto! Agora você pode ficar sem essa faixa também, vamos deixar apenas o curativo, mas muito cuidado quando for tomar banho, ainda não pode molhar. Naquele armário — soltou o esparadrapo e apontou para o móvel branco perto da janela — tem plástico filme, cubra os curativos na hora do banho. Novamente, Izzy apenas balançou a cabeça. — Está sentindo algum desconforto abdomin
RuyUm ano antes (após a conversa Salomon)Eu não fui forte o suficiente, tive que sair daquele quarto. Os absurdos que aquele homem contou com a calma de narrava uma história divertida me causaram uma náusea tão forte que fui obrigado a vomitar. Enquanto colocava tudo que tinha no meu estômago para fora, as palavras dele e aquele maldito vídeo, onde a Izzy e a Liz confessavam seus atos, dava voltas na minha mente. A imagem das duas feridas era como um pesadelo, o maldito pesadelo onde aquele desgraçado às prendeu anos atrás e agora às obrigou a reviver tudo de novo.Em um ataque de fúria, eu soquei o azulejo da parede. Repeti o ato até sentir minha mão latejar e algumas gotas de sangue minarem das pequenas feridas nos nós dos dedos. Eu precisava ver a Izzy, ter certeza que ela estava bem, mas antes era necessário me acalmar, chegar perto dela neste estado perturbado só iria piorar a situação deplorável que a mente dela deve estar agora. — Desgraçado! — bradei, desferindo mais um
Entrei no tapete azul — isso mesmo, escolhi uma decoração azul, da cor do céu. A cada passo que dou em direção ao meu futuro cheio de felicidade, deixo um pedaço das minhas más lembranças para trás. A partir de hoje, minha história ganha uma nova versão, uma versão feliz e cheia de paz. O homem lindo, com um sorriso perfeito, estende a mão e eu a agarro com gratidão, amor e a certeza de que ele é o meu lar. Ele me salvou da escuridão. A cerimônia começou. Sorrio o tempo todo; tudo é perfeito. — Alex, você aceita Elizabeth como sua esposa, para amar e respeitar segundo as leis do matrimônio? — O padre perguntou. Uma lágrima escapou dos meus olhos ao lembrar da nossa conversa na escada da nossa casa. O Alex também lembrou, pois ele piscou para mim, como se dissesse: "Você venceu." — Eu aceito! — Ele respondeu, com um sorriso radiante. — Eu aceito me casar com a mulher mais linda do mundo. Prometo mimar, cuidar, respeitar e encher você de presentes pelo resto das nossas vidas. També





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