Giulia ainda segurava a caneta quando soltou o ar devagar.O contrato já estava assinado.Não havia mais volta.Alessandro puxou o documento para si com um movimento calmo, quase automático, conferindo a assinatura.Dessa vez, sem erros.Exatamente como ele queria.O silêncio se instalou por alguns segundos.Então, sem comentar o contrato, ele abriu a carteira, retirou um cartão preto — pesado, elegante — e o lançou sobre a mesa, na direção dela.O objeto deslizou pela madeira até parar diante de suas mãos.Giulia olhou para o cartão.Depois para ele.Confusa.— Use isso — disse Alessandro, com naturalidade.A voz baixa. Controlada.— Compre roupas.O olhar dele percorreu cada detalhe dela, sem pressa, sem disfarçar.— Roupas adequadas.O tom não mudou.— Vá a um salão.Uma breve pausa.— Dê um jeito na sua aparência.O ar pareceu ficar mais pesado.Giulia sentiu o corpo enrijecer.Mas ele continuou, como se estivesse apenas descrevendo um fato:— Em nenhum cenário plausível eu me cas
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