A casa nunca pareceu tão grande.
Helena percebeu isso no instante em que Adrian saiu. Não houve discussão, nem despedida longa. Apenas instruções rápidas, homens posicionados, portas reforçadas. Ele prometeu voltar antes do amanhecer, mas não explicou para onde ia nem o que faria.
— Confie em mim — disse ele, antes de sair.
Ela assentiu. Não porque estivesse tranquila, mas porque não tinha outra escolha.
Agora, sozinha no andar superior, Helena caminhava devagar pelo corredor, sentindo cada ruído ecoar de forma exagerada. O sistema de segurança permanecia ativo. As câmeras piscavam discretamente. Ainda assim, a sensação de exposição era sufocante.
Matteo dormia no quarto ao lado.
Helena parou diante da porta do menino, observando-o por alguns segundos. O rosto sereno, os lençóis levemente bagunçados, a respiração regular. Aquela imagem era o que a mantinha de pé.
— Vai ficar tudo bem — sussurrou, mais para si mesma do que para ele.
Voltou para o próprio quarto e sentou-se na beira da