O ar entre Adrian e Victor parecia carregado de eletricidade.
Mesmo separados pela cerca alta, pelos homens armados e pela noite espessa, os dois se reconheciam. Não como antigos sócios. Não como inimigos recentes. Mas como predadores que sabiam exatamente do que o outro era capaz.
— Você sempre gostou de exagerar na segurança, Adrian — disse Victor, a voz tranquila demais para aquele cenário. — Ainda acha que muros resolvem tudo?
Adrian manteve-se imóvel. O corpo tenso, os olhos fixos no homem