A tensão não se dissipou.
Ela amadureceu.
Helena permaneceu encostada no peito de Adrian por alguns segundos, sentindo o ritmo da respiração dele desacelerar aos poucos. O quarto estava silencioso, mas o ar parecia carregado, como se cada partícula tivesse sido afetada pelo que ainda não acontecera por inteiro.
Ela se afastou apenas o suficiente para encará-lo.
O olhar de Adrian não tinha pressa. Nem contenção artificial. Havia algo novo ali, algo que Helena reconheceu com um arrepio lento: entrega sem vigilância.
— Você está diferente — disse ela, quase em um sussurro.
— Eu sei — respondeu ele. — E não quero voltar a ser como antes.
Helena engoliu em seco. Não havia como fingir neutralidade naquele ponto. Tudo nela estava alerta, desperto, sensível. O vinho ainda aquecia o corpo, mas agora era o desejo que pulsava com mais força, silencioso e insistente.
Ela levou a mão até o colarinho do próprio vestido, não para tirá-lo, mas para sentir o próprio pulso. Adrian acompanhou o gesto co