Saulo Prado
Angelina estava ali, sentada à minha frente, encolhida, olhando para as próprias mãos no colo. E mesmo assim... eu a queria, era insano, mas eu a queria.
- Não... - ela murmurou, quase para si mesma. - Mas também não quero que tudo que eu gosto... acabe.
Aquelas palavras me atingiram, por mais que houve indecisão, confusão. Não era só o tom, era o jeito como a voz dela vacilava, como se estivesse tentando segurar a própria alma com os dedos. Passei as mãos no rosto, tentando conter