Mundo ficciónIniciar sesiónDesde o nascimento, Lara carrega uma condição rara que a tornou frágil aos olhos de todos, menos aos dela mesma. Criada sob o olhar protetor dos pais, ela aprendeu a viver entre limites e sonhos. O que ela não sabia é que seu destino já estava traçado: um contrato selado entre duas famílias prometia sua mão a Dante Vasconcellos, o herdeiro rebelde de um império empresarial. Dante é o oposto dela, impulsivo, mulherengo e completamente avesso a compromissos. Quando descobre o acordo, vê aquilo como uma prisão… até conhecê-la. Mas Lara, determinada a não ser o fardo de ninguém, decide libertá-lo do compromisso. Antes de fazê-lo, porém, ouve uma conversa que muda tudo: Dante planejava desistir do casamento, mas não por falta de interesse nela… e sim para poupá-la de um destino que ele julgava cruel. Presos entre o dever e o desejo, eles precisarão descobrir se o amor é suficiente para desafiar o que o destino selou. Um segredo escondido, um merecimentos e redenção. Será essa é a última missão de Lara?
Leer másSINOPSE:
Desde o nascimento, Lara carrega uma condição rara que a tornou frágil aos olhos de todos, menos aos dela mesma. Criada sob o olhar protetor dos pais, ela aprendeu a viver entre limites e sonhos. O que ela não sabia é que seu destino já estava traçado: um contrato selado entre duas famílias prometia sua mão a Dante Vasconcellos, o herdeiro rebelde de um império empresarial. Dante é o oposto dela, impulsivo, mulherengo e completamente avesso a compromissos. Quando descobre o acordo, vê aquilo como uma prisão… até conhecê-la. Mas Lara, determinada a não ser o fardo de ninguém, decide libertá-lo do compromisso. Antes de fazê-lo, porém, ouve uma conversa que muda tudo: Dante planejava desistir do casamento, mas não por falta de interesse nela… e sim para poupá-la de um destino que ele julgava cruel. Presos entre o dever e o desejo, eles precisarão descobrir se o amor é suficiente para desafiar o que o destino selou. Um segredo escondido, um merecimentos e redenção. Será essa é a última missão de Lara? .... CAPÍTULO 01 LARA: O carro desliza pelas ruas que um dia chamei de casa, mas tudo parece diferente agora. As árvores mais altas, as casas mais modernas, e eu… uma estranha voltando para um lugar que ficou preso no tempo. Minha mãe costumava dizer que a saudade tem cheiro. Aquela mistura de lembrança, perda e dor. Eu sinto isso agora, enquanto observo a mansão Monteiro surgir no fim da estrada. Parece até clichê dizer que estava voltando depois de anos, mas queria eu estar voltando por estudos ou por pura futilidade, eu passei anos longe escondendo uma verdade que ninguém deveria saber. Todos pensavam que eu estava estudando fora, vivendo uma vida perfeita. Mas a verdade é que metade desse tempo eu passei dentro de hospitais, observando o teto branco e esperando o próximo desmaio. A minha doença tem nome, mas eu prefiro chamá-la de meu relógio invisível. Ela marca o tempo que me resta, sem pressa, sem piedade. Quando meu pai me chamou de volta, eu soube que havia algo errado. Não demorou para descobrir que ele queria cumprir uma promessa antiga, feita ao pai de Gabriel Vasconcellos. Um casamento entre as famílias. Um acordo selado antes mesmo de eu nascer. Gabriel... O nome ainda soa familiar, mesmo que o rosto dele tenha se apagado com os anos. Eu me lembro do garoto que ria alto, que dividia comigo o balanço do jardim. Mas o homem que me espera agora… não é o mesmo. Não, não tinha como... ... Nossa... não lembrava que era tão grande assim... O carro parou na porta da mansão minha mãe se aproximou com um sorriso largo. — Minha menina... aí meu Deus, você chegou. abracei ela forte, seus olhos facilmente marejaram e ela me apertou como se não houvesse amanhã. — Aí.. mãe.. mãe, tá me apertando. ela riu e me soltou me olhando e segurando meu rosto. — Você tá tão linda... eu deveria ter ido mais vezes. — não mãe, não deveria... está tudo bem, estou bem!! disse tentando acalmar ela. a verdade é que foram anos sendo cuidada tão severamente que os poucos anos que eles me deixaram sozinha, sob tutela medica foram os melhores da minha vida. — Seu pai está louco pra te ver ele chega hoje de viagem, vai direto pra empresa te esperar lá, você sabe... não tinha como marcar outro dia a reunião. — É... eu sei, mas está tudo bem mãe. ela só sorriu e me chamou pra dentro. Voltar aquela casa era como voltar a pouca infância que tive. Bom, antes de descobrir a doença. Meu quarto continuava igual, meus ursos, meus brinquedos. toquei todos eles como se podesse sentir aquela menininha que saiu dali pra se tratar em vão. — Não mexemos em nada, Mas... a cama não cabe mais você né. minha mãe disse da porta com os olhos cheios de lágrimas. — Tem outro quarto? Perguntei e ela acenou que sim. — tem sim, separei um pra você e um pro Cristian, seu pai me disse que ele também vem. acenei concordando. Cristian era o médico que ficou com minha tutela e também um grande amigo, ele foi a única companhia que tive e como nossas idades eram tão próximas, bom... eu só nutri um afeto maior do que o profissional. também estudamos juntos em medicina, pois era minha paixão. pena não conseguir trabalhar na área, eu já não tinha tempo. me perdi brevemente em pensamentos mas a voz da minha mãe me trouxe de volta. — vem.. eu vou te mostrar. fui com ela, mas antes de sair olhei para aquele cemitério de memórias... eles nunca deixaram pra trás o que perderam. Me pego pensando como viveram quando eu partir? ..... Naquele dia, fui pra empresa. Entrei na recepção e me identifiquei: — Oi, eu tenho uma reunião pra ir. — Pois não, qual seu nome? — Lara Monteiro. Ela me olhou novamente. — Meu Deus menina, como você cresceu. abrir um sorriso pequeno. — espere aí, eu vou avisar ao seu pai que você chegou, ele pediu pra avisar antes. acenei e ela saiu prometendo voltar logo, acabei dando passos a observar alguns quadros, tão bonitos. Andei pelos corredores, e acabei escutando vozes diferente, não tinha muita familiaridade, mas quando ouvir o meu nome sendo citado de forma tão desdenhosa, tive que parar pra ouvir: — Lara Montenegro... a dona disso tudo aqui? parei antes de passar pela porta e me aproximei, dessa vez ouvir outra voz. A voz dele ecoou alta e confiante: “— É, mas preciso casar com ela pra ter direito a tudo, chega a ser um piada porque metade disso tudo aqui já é meu. " Ouvi a risada do outro homem, zombeteira, e então ouvir as próximas palavras que me gelaram o sangue: “— Pelo que lembro, ela era bem fresquinha. Vai pedir pra sair desse casamento em dois tempos, você vai ver.” Senti o mundo girar. Por um instante, o corpo quis desabar, mas não dei esse gosto à minha doença. não, não... Desmaiar agora não. Apenas respirei fundo e controlei o meu interno. As vezes funcionava. “Você está certo. Vai se casar comigo. Mas eu não vou pedir pra sair, não tenho nada a perder agora." Me afastei da porta. enquanto andava até a sala onde o martelo bateria e meus últimos tempos seriam decretados, pensei: Estava mesmo disposta a livra-lo disso... de passar meus últimos momentos ao meu lado com o fardo de carregar comigo essa luta? Não ... ele não vai ter direito a minha herança, sem passar por isso comigo. — Ue, onde está ela? senhorita Lara? Me afastei da porta rápido, ouvindo sua voz de fundo e caminhei de volta, mais certo do que faria, do quê nunca estive. ... Entrei na sala logo depois, com o mesmo sorriso tranquilo, enquanto todos se levantavam. O contrato estava sobre a mesa. E o destino… já estava selado. O silêncio era quase cerimonial. O som discreto dos meus saltos ecoava pelo chão de mármore. Meu pai se levantou de imediato, os olhos marejados e o sorriso contido de quem tenta esconder a emoção. — Minha menina... ele sussurrou, me puxando para um abraço apertado. Senti o peito dele tremer contra o meu. Talvez fosse culpa, talvez fosse carinho… ou o pavor da perda, eu já não sabia distinguir. Antes que pudesse responder, as portas duplas se abriram. E foi quando o vi. Gabriel Vasconcellos. Não o menino que um dia correu comigo pelos jardins. O homem que entrou na sala era outro, firme, confiante, com os ombros retos e um olhar que parecia atravessar o ar. ....Neguei voltando pra mexer o bacon, ela b**e na bancada no ritmo da música, olho pra ela de solaio, que doideira. — Ei... você tem aquela massa branca? pergunta de repente. — Massa branca? — É… branca, fina pra bolo! — Farinha de trigo? — Deve ser. Você tem? — Armário de cima. Ela pega o pacote como se fosse um tesouro. — Eu sempre vi isso em filmes… sabia que algum dia eu ia fazer isso. — Isso o quê? Ela não responde. J**a a farinha em mim. — Isso! Porra! Engasgo. A farinha entra na boca, no olho, no cabelo. — Você tá maluca?! Ela começa a rir sem conseguir parar. — Desculpa! tenta falar entre risos. — Era pra ser diferente! — Diferente? Caralho. Ela gargalha, mais que porra de garota maluca? Ela acha que vai ficar assim? Pego o saco da mão dela. — Desculpa? Você não sabe com quem mexeu. Jogo farinha nela também. — ahh!!!! Agora os dois estão brancos, rindo, tossindo, a cozinha um caos completo. — Me da isso aqui! Agora você vai ver. Vou te fazer engo
Cristian riu, nervoso.— Acha que esse cara vai conseguir?— Acho que Gabriel é um bom homem.— Ele não liga pra ela! retrucou.— Acabei de ouvir o amigo dele falando barbaridades!Fechei os olhos por um instante.— Ele está machucado.expliquei.— Pela morte dos pais. Pela vida que não saiu como devia. Mas ele não é assim. Você vai ver.— Nós não temos tempo pra apostas erradas! ele insistiu. — Escuta senhor Carlos, Eu posso convencer a Lara. Esse tratamento tem grandes chances. Eu falo como médico. Eu posso ir com ela. Só precisamos de autorização.Apertei seu ombro com mais força, decidido.— Dessa vez, rapaz… a decisão será dela. Eu não vou fazer minha filha sofrer de novo. Ela precisa querer lutar.Minha esposa se aproximou por trás, me abraçando.— Nós não vamos mais pressionar, Cristian.disse ela, com a voz baixa. — Agora… só ela pode decidir isso.Soltei o ar lentamente.— Há uma vaga pra você no hospital.acrescentei.— Pode continuar seus estudos e seu trabalho lá. Um c
Quando terminou, ela virou o rosto para mim e sorriu de novo. Um sorriso calmo. Quase em paz.— Esta feito... E isso… isso me confundiu.Por que meu peito doía?Por que havia um peso ali, se aquilo era exatamente o que ela queria?— Vem filha... Vem eu quero bater varias fotos, você está tão linda. Ela foi levada pelos pais logo depois. A distância entre nós se abriu rápido demais, como se alguém tivesse puxado o chão de repente. E eu senti.Algo estranho, uma queimação no peito. Agonia. Alonso apareceu ao meu lado, com um copo já na mão, a voz alta demais para o ambiente.— Agora sim, hein? riu.— Finalmente a grana vai entrar na sua conta. Bora comemorar o mais novo herdeiro? Esquecer essa coisa emocional e se acabar nas pernas de qualquer uma?Olhei para ele, incrédulo.— Cara... Eu não vou a ligar algum.— Não? ele franziu a testa.— Como assim, não vai? Essa merda já acabou, você tinha que ver sua cara. Rsrs por um momento eu achei mesmo que você ia casar de verdade, que vi
A voz dele falhou pela primeira vez.— se você realmente for casar com minha filha… faça ser real. Pra fazer ela feliz. Levantei o olhar.— Conquiste ela.Ele engoliu em seco. — Faça minha filha feliz. Tente. Pelo tempo que você gostava dela.Aquela frase abriu alguma coisa que eu não esperava.Gostava.Uma lembrança vaga, antiga. Eu era só um garoto. Oito anos.Lara era pequena demais pra lembrar de mim. Inocente. Pura.Eu lembrava do riso, da forma como me seguia pela casa, de como eu achava aquilo importante, mesmo sem entender por quê.Não significava nada pra ela.Era algo puro. Infantil.Como me levar por isso?!— Eu sei que lá no fundo você lembra.ele disse, como se tivesse lido meus pensamentos. — Pelo pouco tempo que durar… ele completou me fazendo olhar pra ele confuso. — faça minha filha feliz.Algo não encaixava não era dito. Porque aquele pedido? Porque não casar ela com alguém que realmente a ame. Eu não era capaz daquilo.Levantei o olhar, direto.— Tem alguma
— Porque você se importa? Ele franziu o cenho olhando pra frente, o carro foi reduzindo até parar na entrada. Desci do carro sem esperar nenhuma resposta dele.Assim que entrei, fui cercada.— Meu Deus, filha! O que você pensa que está fazendo. minha mãe veio primeiro, os olhos marejados. — Você não pode sair assim. — A gente ficou preocupado.meu pai completou.— Isso não é brincadeira.— Eu tô bem.falei, firme. — Não fiz nada de mais.Cristian estava encostado perto da escada. Os olhos atentos foram pro meu pulso.— Onde está seu relógio? ele perguntou.Meu estômago afundou.— No meu quarto, não preciso usar ele toda hora Cristian. respondi, automática.Senti Gabriel se mover ao meu lado.— Relógio? ele perguntou, olhando diretamente pra mim. Não não, eles não podem contar isso. — É... Um relógio, desses de horas, só isso.Ele ainda estava bem desconfiado, isso era péssimo. Mas voltou a olhar pro Cris. — É parente dela? Veio pro casamento? Não lembro de te conhecer ante
— Quero vir pra cá? completei, direto, como quem testa uma hipótese.— Quer vim pra cá? Ele repetiu irônico. — Você não pode estar falando sério...ele soltou, quase rindo, nervoso. — Isso não faz sentido nenhum.Virei o rosto devagar pra ele.Os olhos dele buscavam lógica.— Eu estou.respondi.O silêncio ficou mais denso.— Mesmo?— Pode ser por um tempo. falei. — Eu não vou ficar aqui pelos três anos, talvez... Bem menos que isso. Ele franziu o cenho.— E por que eu aceitaria isso? ele perguntou.Virei o corpo de lado, encarando ele de novo. — Porque a gente pode fazer o acordo que você queria. disse. — Você resolve a herança bloqueada. Eu ganho espaço. Liberdade. Um pouco de ar.Ele desviou o olhar, pensativo.— Eu não queria ir pra casa dos seus pais, isso era errado desde o começo.Assenti.— Então, temos um acordo?Sentei na cama esperando sua resposta, ele acenou.— Essa com certeza é a maior idiotice que eu já fiz... Mas tá certo. Acenei concordando e o silêncio v
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