A chuva começava a cair em gotas miúdas quando Helena saiu do prédio da empresa. Estava cansada, a cabeça latejava desde o meio da tarde. Pensava apenas em chegar em casa, descansar, e continuar à noite com as caixas da mudança — o novo apartamento, a escola de Lucas, a transferência. Tudo já estava encaminhado. Tudo, menos a paz dentro dela.
Mas antes que pudesse destravar o carro, um farol a cegou. O som brusco de um motor e o nome dela sendo chamado:
— Helena!
O coração dela disparou.