O hospital cheirava a lavanda e desinfetante, aquele aroma estranho que mistura medo e esperança.
Helena respirava fundo, tentando controlar a dor que vinha em ondas. A madrugada avançava devagar, e cada segundo parecia suspenso entre dois mundos: o da espera e o do milagre.
Adriano estava ao seu lado, segurando firme sua mão. O rosto dele mostrava cansaço, mas também um brilho sereno — aquele mesmo azul tranquilo que sempre aparecia quando ela mais precisava.
— Está quase, meu amor — dis