Narrado por Marcos
Bati a porta do meu apartamento com força. O cheiro de mofo misturado a cigarro impregnava tudo, mas eu já tinha me acostumado. Era o cheiro da derrota. O rastro podre que ficou da vida de luxo que eu perdi — por culpa dela, da Isabella.
Aquela ingrata.
Veio da Itália me jurando amor, se dizendo apaixonada, toda puritana, e depois começou a querer dar opinião em tudo. Como se ela tivesse o direito. Como se eu fosse um qualquer.
Não sou.
Eu sou Marcos Almeida.
Homem de palavra