Narrado por Besa
A notícia chegou como faca sem aviso: não por telefone, não por mensagem, mas por um homem que apareceu na minha sala com as botas sujas e a cara de quem traz morte. Vi o suor no pescoço dele antes de ouvir as palavras. Senti o chão inclinar um pouco. O resto veio em câmera lenta — a frase massa, o silêncio dos criados lá fora, o chiado da chaleira que ninguém desligou.
— O Don… foi morto — ele disse, como se as palavras ainda pudessem ser arrumadas para caber na minha garganta