Narrado por Zeus Marino
Acordei com a casa ainda úmida do orvalho, aquele silêncio que sabe guardar pressa. Não tive cerimônia com o espelho; vesti o que era preciso e fui direto ao escritório. O cartório era um nó de horas a menos de carro — um lugar pequeno, com papeis e carimbos guardando destinos. Tudo medido, sem plateia. Só eu, Léa, duas testemunhas leais e um advogado com cara de quem entende que a lei também é território.
Peguei a mão dela antes de entrarmos. Era um gesto raso, quase pr