Mundo de ficçãoIniciar sessão"Eu não era a noiva, eu era o sacrifício." Na manhã do casamento mais esperado do ano, Pérola fugiu, deixando para trás uma dívida de 100 milhões e um noivo implacável. Para salvar sua família da ruína, Ana é forçada a vestir o branco e caminhar até o altar no lugar da irmã. Sob o véu, ela treme. No aperto de mão dele, ela sente o perigo. Gustavo Almeida já sabe que ela é a impostora, mas ele tem um plano pior do que a exposição: ele a manterá presa a um contrato de ferro. Ana terá que cumprir cada cláusula do acordo que era da irmã. E a cláusula mais obscura exige que ela esteja disponível para ele... em todos os sentidos. Presa entre o ódio de um homem traído e o desejo por quem nunca deveria tocar, Ana descobre que, naquele jogo de poder, o coração é o único contrato que ninguém pode assinar. "Você tem o rosto dela, Ana. Mas eu vou garantir que você grite o MEU nome."
Ler maisCapítulo 19O helicóptero da segurança do Grupo Almeida cortava o céu noturno sobre a Ilha Bela, avançando em direção às coordenadas do iate dos Mendonça. O vento fustigava o meu rosto através da porta semiaberta, mas eu não sentia frio. A adrenalina agia como um anestésico para o medo. Ao meu lado, Lucas estava algemado ao assento, o rosto iluminado pelos instrumentos do painel. Ele sabia que, se o plano falhasse, eu não hesitaria em deixá-lo cair no oceano.— Vês aquele brilho prateado? — gritou Lucas sobre o barulho das hélices. — É o *Siren*. O iate de luxo dos meus "parentes". Se o Gustavo estiver lá, ele está no convés inferior, onde montaram uma unidade médica improvisada.— Ou uma câmara de tortura — respondi, ajustando o colete à prova de balas por baixo do meu terno azul. — O que a Pérola quer com a Crisálida, Lucas? Ela não tem o intelecto para gerir a fórmula.— Ela não quer gerir, Ana. Ela quer usar. Ela quer apagar a memória do Gustavo e reprogramá-lo para ser o seu fant
Capítulo 18 Lucas Duarte atravessou o gabinete com uma confiança que eu nunca vira nele. O homem que antes vestia jeans gastos e tinha um olhar de adoração, agora usava um terno de três peças e carregava uma pasta de couro com o brasão dos Mendonça. O silêncio na sala era tão denso que eu podia ouvir a minha própria respiração acelerada. Ele parou diante da mesa de Gustavo, a mesa que agora eu ocupava, e abriu um sorriso que não alcançava os olhos. — Estás muito bem nesse trono, Ana — disse ele, a voz desprovida da doçura de outrora. — O azul-marinho realça a tua nova frieza. O Gustavo ficaria orgulhoso da viúva que ele ainda não é. — O que estás a fazer aqui, Lucas? — perguntei, mantendo a mão direita sob a mesa, perto do coldre. — O vídeo do Gustavo disse-me quem tu és. Um espião. Um traidor que vendeu a nossa história por um cargo nos Mendonça. Lucas soltou uma risada seca e sentou-se na cadeira à minha frente, cruzando as pernas com elegância. — O Gustavo sempre foi paranoico
Capítulo 17Às sete da manhã, o espelho do banheiro da suíte presidencial não refletia a noiva assustada de semanas atrás. Eu vestia um terno azul-marinho que moldava o meu corpo como uma armadura de seda. O batom vermelho era a única cor num rosto que aprendera a mascarar o cansaço. As queimaduras nas minhas mãos estavam escondidas por luvas de pelica fina, um detalhe que me conferia um ar de mistério. Gustavo ainda estava em coma, mas o seu império não esperaria pelo seu despertar.— A reunião começa em dez minutos, senhora — anunciou o secretário, entrando sem bater. — O conselho está em polvorosa. Os Mendonça já moveram as peças para desvalorizar as nossas ações na abertura do pregão. Eles sentem o cheiro de sangue.— Deixe que tentem — respondi, pegando a minha pasta de couro e sentindo o peso do chip de memória. — Eles acham que o Grupo Almeida está decapitado. Mal sabem eles que a nova cabeça é muito mais afiada e não tem nada a perder.Caminhei pelos corredores com uma escolta
Capítulo 16 O cheiro de antisséptico do hospital era agressivo, mas não conseguia camuflar o cheiro de fumaça que ainda emanava dos meus cabelos. Gustavo tinha acabado de ser levado para o centro cirúrgico. A última imagem que eu tinha dele era o seu rosto pálido, a máscara de oxigênio embaçada e a mão dele soltando a minha enquanto a maca desaparecia pelas portas duplas. — Senhora Almeida? Precisa que examinemos essas queimaduras — disse uma enfermeira, tentando tocar o meu braço. — Eu estou bem — respondi, a voz ríspida. — Onde está o meu pai? Eu sabia que ele estaria ali. Arthur Silva não perderia a chance de ver os destroços do que ele mesmo causara. Avistei-o no final do corredor, sentado numa das poltronas de couro da área VIP, segurando um copo de água com as mãos trêmulas. Ele não parecia um pai preocupado; parecia um rato acuado. Caminhei até ele. Cada passo dos meus saltos no piso de mármore soava como uma sentença. Quando ele me viu, tentou se levantar, um sorriso fals





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