Capítulo 5 O almoço no Gero era uma extensão estratégica do campo de batalha, mas com talheres de prata e taças de cristal. Gustavo escolhera uma mesa posicionada no centro do salão, onde a luz do sol incidia diretamente sobre nós, transformando-nos no espetáculo principal para a elite paulistana. Ele agia como o marido perfeito, servindo o meu vinho com uma elegância ensaiada e mantendo uma conversa polida sobre a reestruturação da Tecidos Silva. Mas, por baixo da toalha de linho, a realidade era outra. A sua mão apertava o meu joelho de forma possessiva cada vez que um homem passava perto da nossa mesa, um lembrete constante de que eu era um território conquistado. — Estás tensa, Ana — murmurou ele, a voz baixa, logo após um gole de vinho tinto. — Devias estar a celebrar. Acabaste de destruir a influência do teu tio Roberto numa única manhã. Foi uma execução brilhante, digna de uma Almeida. — Não destruí nada, Gustavo. Apenas fiz o que era tecnicamente correto para salvar o patri
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