A penumbra do quarto era cortada apenas pelo brilho fantasmagórico da tela do telemóvel de Pérola, que eu mantinha escondido sob o travesseiro. Meus dedos tremiam tanto que quase deixei o aparelho escorregar sobre os lençóis de seda. Ao meu lado, Gustavo era uma silhueta de poder; sua respiração profunda indicava um sono que eu sabia ser leve. Ele não era o tipo de homem que baixava a guarda, nem mesmo durante o descanso. Cada fibra do meu ser gritava que eu estava a cometer uma loucura, mas a