O fogo ainda crepitava na lareira quando Ana acordou, enroscada no corpo nu de Adam. A pele dele estava quente sob seus dedos, o coração batendo em um ritmo calmo, quase fora de lugar diante do caos que costumava acompanhá-los. Pela primeira vez em muito tempo, ela sentia paz.
Mas a paz, com eles, era sempre uma ponte frágil sobre um abismo profundo.
Ela se levantou devagar, vestindo a camisa dele novamente. Caminhou até a janela da cabana, observando a floresta coberta de névoa. Algo em seu pe