Mundo de ficçãoIniciar sessãoCidades praianas e turísticas servem de cenário para essa deliciosa narração que aborda o artesanato, não só como uma fonte de renda, mas também como um estilo de vida. A nossa protagonista Ivy, juntamente com um casal de hippies, percorrerão o nosso brasil e também fora dele, ambos, levando suas próprias dores, mas que pela sobrevivência, se trancam interiormente. Aventura, frustrações, renascimento e a busca incessante de entender e ser entendido. Queridos leitores, mochileiros ou não, estão convidados a embarcarem nessa jornada e sentirem no pleno sentido da palavra, que ainda temos muito o que viver.
Ler maisApós quatro anos de relacionamento, finalmente Kolby Sheffer pediu Lucretia Bellanti em casamento! Na véspera, ela não se aguentou e resolveu ligar para o seu noivo.
— Você sabe que dá azar ver a noiva antes do casamento! — Kolby disse suavemente. — Amanhã nos casaremos, fique tranquila. Por que não descansa, huh? Você será a Luna mais linda!
Lucretia fez um beicinho e estava prestes a falar algo, quando um gemido foi ouvido ao fundo da ligação. Ela franziu a testa e apertou o aparelho com força contra a orelha.
— Quem está aí, Kolby?
Ela podia jurar que ouviu um “Shh!” e uma risada feminina.
— Não tem ninguém aqui! Amor, acho que você tá cansada e nervosa. Amanhã é o nosso grande dia. É melhor irmos dormir.
Sem esperar por uma resposta, ele finalizou a ligação. Lucretia olhou para o celular em suas mãos e mordeu os lábios. Será que ela tinha mesmo ouvido errado?
“Claro que sim. Kolby me ama. Ele jamais me trairia!”
Com o coração mais calmo, ela decidiu seguir o conselho do noivo e ir dormir. Lucretia desceu do terraço em direção ao quarto dela, mas um som vindo do lado a fez parar e olhar. Era o quarto de Deidra, sua meia-irmã. Um gemido.
“Isso não é da minha conta…” Lucretia disse a si mesma, porém, mais um gemido e, dessa vez, masculino. Mas não era qualquer homem, aquela voz…
Mesmo sem querer acreditar, os passos de Lucretia a levaram para a porta entreaberta, como se se movessem por conta própria.
— Isso! Mais forte! — a voz de Deidra, cheia de luxúria, ecoava para fora do quarto, pela fresta da porta.
Lucretia ficou ali, parada, ouvindo enquanto o próprio noivo estava por cima da meia-irmã, que gemia sem pudores, as pernas ao redor do tronco dele, que investia com força.
Ao mesmo tempo que queria sair correndo para não continuar ouvindo o que a machucava, nem vendo a cena que lhe queimava o coração, o corpo de Lucretia não respondia, como se quisesse que ela testemunhasse a traição. Para que ela nunca esquecesse.
Lucretia finalmente despertou do choque e ia abrir a porta para confrontá-los, mas as próximas palavras da meia-irmã a fizeram parar com a mão no ar.
— Amor, por que vai casar com ela? Você nem a ama! — Deidra perguntou, de um jeito manhoso e fazendo pequenos círculos com o dedo indicador no peito pálido de Kolby.
— Eu já expliquei. Ela é a herdeira direta. Você sabe que o seu pai vai dar o comando do Bando a ela depois do casamento. — Kolby acariciou a bochecha de Deidra com o dorso dos dedos, uma expressão de pura adoração no rosto. — Depois que eu me casar com ela, já tenho planejado. Vou arranjar alguém pra dar um fim nela. Eu vou assumir o Bando e, então, você e eu poderemos ficar juntos. Você será a Luna do LongFang e do CrestMoon Pack.
Ele beijou Deidra com paixão, enquanto esta ria abafado. Lucretia sentiu o coração se apertar, esmagado pela dor da traição e acabou deixando que o celular lhe escapulisse pelos dedos.
— Quem está aí?! — Era uma voz feroz que ela nunca tinha ouvido.
O sangue de Lucretia congelou nas veias, o ar não parecia suficiente para encher-lhe os pulmões.
[“Anda logo!”], a loba de Lucretia, Kali, lhe implorou. [“Ele quer te matar”]
Sem pensar mais, ela desceu as escadas o mais rápido que podia, escorregando no último degrau. O rugido de Kolby foi ouvido e Lucretia sabia que, se não fosse rápida, ela seria finalizada!
Ao se levantar, Lucretia sentiu o tornozelo doendo. Ela tinha torcido! Mas aquilo era irrelevante. E ela não tinha tempo para esperar que o sangue de lobo Alfa em suas veias a ajudasse a se recuperar! Ela correu, sentindo, a cada passo, a dor irradiando para a perna inteira.
— Lucretia! — ela ouviu Kolby chamando por ela, porém, ela não podia parar, ela não podia nem mesmo olhar para trás. — Volte aqui agora mesmo!
A voz era mais grave.
Apesar da dor, a única coisa que surgia na mente de Lucretia era: Corra!
Ela disparou para fora da casa.
— Agarrem-na! Não deixem que ela fuja!
“Não tenha medo do tempo, ele é o único que mostra a verdade. ” Bárbara aguardava na sala enquanto Nadira foi anunciar sua chegada, deu uma pequena volta e reparou que o porta retrato contendo sua foto de casamento, havia agora a imagem de Vinícius ao lado de uma jovem adornada com cabelos ruivos, seus olhos de um acentuado castanho claro, pareciam sorrirem mais que os próprios lábios. A paisagem como pano de fundo combinava com o brilho do casal, Bárbara começou a sentir um leve mal-estar, de repente as palavras ditas pelo seu pai, surgiram na mente. “Que espécie de mulher você se tornou”? Algo não estava certo, ela ali não fazia sentido, Bárbara ouviu a voz de Raio. _Bárbara! Tudo bem? Ônix surgiu logo atrás e falou: _Prazer em revê-la Bárbara! Como está diferente com essa barriga. Bárbara voltou à sua atenção para o casal e cumprimentou: _. Olá meus queridos! Quanto tempo né?
“As rasteiras que a vida dar, não devem ser encaradas como estratégias para derrubar, melhor encara-las como meios de preparar para saborear melhor a vitória”. Ivy ficou empolgada com o trabalho que Vinícius realizava na ONG, quando passou a entender melhor os seus objetivos. Ao lado de Vinícius, mergulhava sempre que o tempo permitia, e Ivy sentia bem mais segura, depois que Vinícius voltou do Rio de Janeiro, sem nenhum vestígio que colocasse a relação deles em perigo. Quando Bárbara procurou saber de Vera, notícias sobre a atual namorada de Vinícius, veio em sua mente, a imagem de dele caminhando de mãos dadas com uma linda jovem de estilo despojado que se encaixava bem com o jeito de Vinícius. No entanto, Vera não quis entrar em detalhes e disse: _. Bem, eu a vi poucas vezes, apresentando seu artesanato na orla. Vera estava à par dos acontecimentos na vida de Bárbara, e não sentiu fir
“O propósito do tempo, não é só envelhecer como também preencher as nossas lacunas. ” Ônix e Vinícius viajaram para o Rio de Janeiro, cada um com uma missão, o primeiro seguiria até Sana para buscar a Kombi, que ficou aos cuidados de Fred, Vinícius permaneceria na capital para encontrar com Bárbara. Ao receber Vinícius, Bárbara se deu conta de que o homem em sua frente não era o mesmo. Vinícius foi logo ao assunto, questionou o fato de só agora, ela mencionar que estava grávida, ao que ela explicou que temia a reação do atual namorado, pois tinha certeza que Vinícius era o pai. Tentando dramatizar a situação, Bárbara disse: _E pelo visto, eu tinha razão, porque assim que falei, as brigas começaram e terminamos. Vinícius permanecia como se estivesse em uma reunião de negócios. _. Tudo bem Bárbara, agora é deixar a vida tomar o seu curso. Automaticamente ela complementou:
“Não existe castigo mais cruel, que as incertezas da vida. Bárbara se observava diante do espelho, encontra-se com 21 semanas de gestação. Os dias em Milão não foram fáceis, ela e Fábio dividiam um apartamento com um casal de amigos. Assim que sua barriga ficou saliente, Bárbara passou a ver as lindas modelos que posicionavam diante da câmera de Fábio, como possíveis rivais. Na última noite que esteve com Vinícius, Bárbara já sabia que poderia estar grávida, ao vê-lo fragilizado, ela também se entregou, pois também de uma certa forma sentia-se insegura na sua atual circunstância. Durante uma calorosa discussão com Fábio, Bárbara não quis ficar por baixo, e despejou a suposta dúvida, que poderia estar gravida do ex marido. Fábio não perdeu a oportunidade de expulsa-la de sua vida. E agora Bárbara estava de volta ao Brasil, disposta a não deixar o seu filho sem um pai. No entanto, Vinicius além de lhe in
“O que seria da justiça, se não houvesse esperança, o que seria da saúde do meu coração, se você não tivesse machucado, também o seu? ” Quando Vinícius desceu para tomar café, Ônix e Raio saboreavam deliciosas tapiocas. _Bom dia irmão! Senta e prova essas tapiocas, apesar de que, não estão como as da Nadira. Vinícius acenou com a cabeça sorrindo, ao sentar perguntou com uma voz insegura; _E a Ivy? Ônix respondeu já se levantando: _. Está no ateliê, Luzia veio com a intenção de aprender o nosso artesanato e eu tenho que ir para terminar as peças de madeira, os demais artesãos estão esperando. Ônix estava aperfeiçoando o trabalho com madeira, depois de beijar a esposa, saiu levando nas costas uma volumosa mochila. Raio fez um silêncio e depois perguntou a Vinícius: _. Já esqueceu a Bárbara meu irmão? Vinícius a mirou como que desafiando: _E o que você
“O amor movimenta os corações, não importa quanto ele o machuca”. Na capela do vilarejo, muitos compareceram para se despedirem do jovem Elias, ao lado de Nadira, Ivy permanecia firme, se compadecia ao ver a imensa tristeza da viúva. No final, embora insistissem, Nadira recusou companhia, o que Ivy entendeu perfeitamente. No caminho para casa, Ônix seguiu na frente com o Monza, levando alguns parentes de Nadira ao passo que Ivy e Raio seguiram atrás com Vinícius. Ao sair do bugre, Ivy se deparou com os olhares de Vinícius fixados nela através do retrovisor, por um instante ela o encarou, para depois se retirar de forma embaraçada. Quando a viu pela primeira vez, Vinícius até pensara que Ivy fosse apenas uma aventureira em busca de emoções, no entanto com o passar dos dias, ele passou a perceber
Último capítulo