Mundo de ficçãoIniciar sessãoAna Milles, uma jovem de 17 anos, vê sua vida mudar drasticamente ao conhecer Adam Willians, um homem poderoso e possessivo que a reivindica como sua. Atraída e aterrorizada pela intensidade de Adam, Ana se vê presa em um jogo perigoso de desejo e controle. Adam, herdeiro de um império construído sobre segredos sombrios, revela a Ana um mundo de corrupção e perigo, onde seu pai, um homem implacável, comanda um esquema de tráfico de armas e lavagem de dinheiro. Determinado a expor os crimes do pai e a proteger Ana, Adam embarca em uma fuga arriscada, buscando provas que possam incriminá-lo. Enquanto fogem, Ana e Adam se aproximam, descobrindo um amor proibido que desafia as sombras do passado de Adam. Juntos, eles enfrentam perseguições implacáveis, revelações chocantes e a ameaça constante do pai de Adam, que fará de tudo para mantê-los separados. Em meio a perigos e traições, Ana e Adam lutam por sua liberdade e pelo direito de viver seu amor, descobrindo que a verdadeira força reside na coragem de enfrentar seus medos e na determinação de seguir seus próprios caminhos.
Ler maisAs nuvens carregadas romperam de vez ao anoitecer. A tempestade não pediu licença: rasgou o céu com relâmpagos que iluminavam, por breves segundos, as cicatrizes do mundo. A estrada, antes poeirenta, se tornou lamaçal, e cada passo dos cavalos era um esforço para não afundar na terra que parecia querer engoli-los.Mas nada disso deteve Elira.Aquela noite não a assustava mais. Porque, pela primeira vez, ela não fugia de quem era — corria ao encontro.Acamparam num campo aberto, perto de uma antiga árvore caída. O tronco apodrecido serviu de abrigo precário contra a chuva. Adam, exausto, adormeceu logo após erguer proteções rúnicas ao redor do acampamento. Ana, sentada, embalava o próprio ventre, murmurando preces esquecidas.Rurik montava guarda, a espada nua apoiada nos joelhos.Mas era entre Elira e Liam que a tempestade mais verdadeira se formava.— Você está inquieta — disse ele, o peito ainda marcado pela cicatriz da rosa, que brilhava sob a luz pálida dos relâmpagos.— Porque si
O caminho até os conselhos do Norte serpenteava por vales cinzentos, pontilhados de ruínas antigas e vinhedos abandonados, onde uvas selvagens nasciam entre espinhos. O vento soprava constante, trazendo o cheiro acre de terra molhada, e, por vezes, algo mais: o perfume quase imperceptível de algo velho, encerrado, mas ainda vivo.Elira mantinha os olhos fixos no horizonte. Cada passo do cavalo parecia ressoar em seu peito como um aviso: ao encontro deles não iria apenas uma mulher, mas todas as sombras que ela carregava.— Você está quieta — disse Liam, quebrando o silêncio.Ela não respondeu de imediato. Sentia o peso das palavras acumuladas na garganta.— Estou tentando decidir o que vale a pena ser dito… e o que deve permanecer em silêncio.— Nem tudo precisa ser dito para ser entendido, Elira.Ela se virou, fitando os olhos dele. Ainda via ali o homem que a amava, mesmo quando ela mesma hesitava em se amar. Mas também via algo novo: a firmeza de quem começava a aprender o próprio
A aurora não trouxe sol naquele dia.As nuvens permaneciam cerradas sobre a clareira, pesadas como lembranças que se recusam a se dissipar. A luz que se infiltrava era fria, cinzenta, quase respeitosa — como se o próprio céu compreendesse que ali, no ventre da floresta, algo delicado e perigoso havia sido despertado.Elira sentava-se diante da lareira da cabana, com o pergaminho aberto no colo e o colar de cabelos trançados enrolado nos dedos como um fio de passado que teimava em não se romper. Liam observava em silêncio, deitado no chão, o peito nu ainda marcado pela cicatriz da rosa e pelos arranhões da noite anterior.Havia um silêncio novo entre eles.Não o silêncio do fim — mas o silêncio do luto que antecede a reconstrução.— “Elira.” — ele disse, finalmente. — É estranho te chamar assim. Parece que estou conhecendo outra mulher.Ela ergueu os olhos.— E está.— E ainda assim… — ele se aproximou, sentando-se ao lado dela — eu continuo apaixonado.Ela sorriu com um cansaço quase
O toque dela era quente. Mas não suave. Rósyn tocava como quem lê cicatrizes com os dedos. Como quem compreende que certas dores não querem ser curadas — apenas reconhecidas.— Eu senti você quando o espelho caiu — disse ela, traçando a linha do maxilar dele com as unhas. — Senti a criança que quase foi destruída. Senti o homem que escolheu amar mesmo quando era mais fácil destruir.Liam fechou os olhos. O corpo inteiro reagia ao toque dela — não apenas de forma física, mas profunda. Como se ela tocasse partes dele que ele mesmo havia esquecido.— Você me viu, Rósyn. Por inteiro. Até o que eu escondi de mim mesmo.Ela sorriu, e havia algo cruelmente doce naquele sorriso.— E mesmo assim… te quero.Liam respirou fundo.— Eu tenho medo. De gostar demais. De te perder. De me perder.— Então se perca comigo. — sussurrou ela. — Por uma noite. Ou por todas.Ele a puxou para perto. Não com pressa. Mas com urgência silenciosa. Como quem finalmente se permite ceder.Os lábios se tocaram com o
Último capítulo