A aurora não trouxe sol naquele dia.
As nuvens permaneciam cerradas sobre a clareira, pesadas como lembranças que se recusam a se dissipar. A luz que se infiltrava era fria, cinzenta, quase respeitosa — como se o próprio céu compreendesse que ali, no ventre da floresta, algo delicado e perigoso havia sido despertado.
Elira sentava-se diante da lareira da cabana, com o pergaminho aberto no colo e o colar de cabelos trançados enrolado nos dedos como um fio de passado que teimava em não se romper.