O tempo parou quando Helena surgiu entre as árvores.
A arma em sua mão parecia mais pesada do que o próprio silêncio. Ela usava uma capa preta encharcada pela chuva, os cabelos grudados ao rosto e os olhos... frios como gelo. Mas o sorriso era familiar — aquele que Ana nunca conseguiu confiar por completo.
— Achei vocês, docinhos — disse ela, a voz doce e venenosa como mel estragado.
Adam se colocou na frente de Ana, o corpo tenso como um fio prestes a arrebentar.
— Você mentiu — ele cuspiu.
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