O amanhecer chegou sem pedir licença.
O galpão estava mergulhado em uma penumbra azulada, cortada apenas pelos raios tímidos de sol que escapavam por entre as frestas do telhado velho. Ana acordou com a cabeça sobre o peito nu de Adam. O coração dele batia forte, como se cada pulsar anunciasse o perigo que ainda rondava.
Ela o observou em silêncio. Os olhos dele estavam abertos. Não dormira.
— Você ficou vigiando a noite inteira? — ela perguntou, a voz rouca.
— Não confio que estamos seguros ai