Capítulo 83: A Caligrafia do Monstro

O chalé estava silencioso como um túmulo. Cada som que eu fazia – o ranger da porta, o estalo do assoalho – era uma profanação. A paz deste lugar, outrora meu santuário, agora era uma farsa macabra. Eu não era a dona desta casa. Era uma intrusa, um fantasma vestindo a pele de uma mulher morta.

Minhas pernas, pesadas como chumbo, me carregaram até a sala dos diários. O ar cheirava a papel e verdades sufocadas. Minhas mãos tremiam tanto que mal consegui abrir o compartimento secreto. Lá estavam eles. Os registros de uma família de ladrões e mentirosos, assim como eu. E no meio, dois volumes tão diferentes quanto o dia e a noite.

Peguei o primeiro. A capa era clara, decorada com flores desenhadas à mão. "Elysa". A caligrafia era redonda, um pouco hesitante, mas cheia de luz. Abri-o e fui inundada por uma inocência que me cortou como uma faca.

"Hoje aprendi a escrever sozinha. É difícil, mas divertido. Minha irmã gêmea é muito ruim com letras, mas ela é ótima com números... Eu prefiro des
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