O chalé estava silencioso como um túmulo. Cada som que eu fazia – o ranger da porta, o estalo do assoalho – era uma profanação. A paz deste lugar, outrora meu santuário, agora era uma farsa macabra. Eu não era a dona desta casa. Era uma intrusa, um fantasma vestindo a pele de uma mulher morta.
Minhas pernas, pesadas como chumbo, me carregaram até a sala dos diários. O ar cheirava a papel e verdades sufocadas. Minhas mãos tremiam tanto que mal consegui abrir o compartimento secreto. Lá estavam e