A invasão ao Armazém 7 foi um exercício de violência perfeita e silenciosa. Nenhum tiro. Apenas o estouro abafado das fechaduras com cargas de fractura, o ruído de botas de borracha no cimento úmido e o sussurro de comandos via rádio. Nós éramos sombras com forma de homem, nascidas da névoa noturna do cais.
Kate liderava, um espectro de precisão. Eu era a sombra dela, meu coração batendo um ritmo tribal de antecipação. Cada passo dentro da escuridão do armazém era um passo mais perto dela.
O cheiro nos atingiu primeiro: salmoura, ferrugem e, por baixo, o dulçor pesado do sangue recente. Seguimos o rastro como tubarões.
Os guardas na entrada foram neutralizados com agulhas e pressão em pontos específicos do pescoço – técnica de Kate. Eles desabaram como bonecos com os fios cortados. A segunda leva, dentro do escritório improvisado, mal teve tempo de erguer as armas antes de se verem cercados, luzes táticas cegando-os, vozes gritando “FBI! No chão!”.
E então, entramos no salão prin