O quarto cheirava a flores murchas e a algo mais doce, mais pesado, que ficava no fundo da garganta. A luz do fim de tarde entrava em ângulo pelo vitral, iluminando o pó que dançava sobre a cama de dossel. Sobre ela, Dante repousava.
Eu havia arranjado flores frescas no criado-mudo. Gardênias, suas favoritas. Sentei-me na poltrona de veludo ao lado da cama, dobrando as pernas sob o corpo.
— Eles estão inquietos, pai — disse, minha voz soando anormalmente clara no ambiente opressivo. — O Shoji t