A sala de interrogatório era um cubículo frio, iluminado por uma luz fluorescente que zumbia como um inseto preso. O capanga de Dante — um homem baixo e musculoso chamado Marco, com o rosto marcado por uma cicatriz que lhe cortava o lábio — estava acorrentado à mesa. Seus olhos, pretos e redondos como azeitonas, saltavam entre mim e Kate, que entrara com uma serenidade perturbadora.
Sem uma palavra, Kate foi até o canto da sala, onde uma pequena câmera com uma luz vermelha