A sala era de um cinza triste assim como a luz de um branco palido. E atrás dela, sentado como se o mundo ainda fizesse sentido, estava Ryan "Leo" Carter. O homem de muitos nomes e um único propósito obsessivo fixo em mim.
Minhas algemas de ferro rangeram levemente contra o ferro da argola na mesa quando ajustei as mãos. A sensação era familiar, quase reconfortante.
— Seu nome completo é Elysa Arsène Rossi? — Sua voz era controlada, profissional, mas uma veia pulsava em sua têmpora.
— Sim — minha resposta foi um sopro seco.
Ele anotou algo no bloco, um gesto inútil. Todos os nossos nomes já estavam escritos nas paredes desta sala, em sangue e mentiras.
— Até um mês atrás, os registros mostram que você trabalhava como enfermeira no Hospital Municipal da cidade. — Ele ergueu os olhos, e neles eu vi a pergunta que o consumia, não como agente, mas como homem. Meu homem. — Pode me responder como você se tornou, da noite para o dia, a chefe da família Alighielli?
Deixei o silênc